sábado, 31 de março de 2018

Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai!

A Páscoa de Cristo modifica o nosso coração!

O homem novo que nasce da Páscoa de Cristo tem novas atitudes, ele é o promotor da paz, da reconciliação e da concórdia. "Pelo batismo na Sua morte, fomos sepultados com Ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também, nós levemos uma vida nova" (Rm 6,4).
O Sábado Santo de Nosso Senhor Jesus Cristo é o sábado da glória, é o sábado no qual nos revestimos da veste nova que, Cristo Jesus trouxe para nós. Não trata-se de uma roupa nova que vamos usar na Vigília Pascal, mas trata-se do homem novo que revestiu-se de Cristo Jesus que, durante toda essa caminhada Quaresmal despiu-se da veste velha do pecado, dos nossos maus desejos, do nosso egoísmo, do nosso orgulho, da nossa soberba. Despojamo-nos de tudo isso para vestir a veste do homem novo com novos sentimentos, com novas atitudes, com uma nova cabeça, uma nova mentalidade. Não basta somente cantar "Aleluias" ou "Acender uma fogueira", essas são expressões da vida nova.
A Páscoa de Cristo acontece dentro do nosso coração, mas não vamos agora voltar e dizer: "Não vejo a hora de voltar a comer carne. Não vejo a hora de tomar refrigerante". Qual é o homem novo que nasceu nesta Páscoa? Qual foi a mulher nova que nasceu nestes quarenta dias de Quaresma? Que atitudes novas Deus operou em nós?
Será que celebrando essa campanha da fraternidade conseguimos quebrar toda essa violência que há dentro de nós, esse nosso instinto agressivo de provocação, de discórdia que o homem velho depositou dentro de nós.
O homem novo que nasce da Páscoa de Cristo tem novas atitudes, ele é o promotor da paz, da reconciliação e da concórdia. O homem novo não deixa-se levedar pelos sentimentos antigos da amargura, do ressentimento, da mágoa; não deixa-se levar pelas antigas impurezas que sempre conduziram nossos pensamentos e sentimentos. Não vamos à Igreja para ficarmos horas ouvindo leituras, vamos para celebrar essa vida nova que Cristo realiza na vida e no coração de cada um de nós.
Uma santa e abençoada Vigília Pascal para nós! 
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

#minisermao (31/03/18)

A ausência pode indicar uma grande presença. Quem experimenta o mistério de Deus usa os olhos da fé que alimenta a esperança e fortalece o amor. A saudade levou Maria Madalena e suas amigas naquela madrugada para o túmulo de Jesus e chegando lá foram surpreendidas por uma ausência, o túmulo aberto e Ele não estava lá. Levaram um tempo para entender que aquela ausência era uma forma de presença, aos poucos os apóstolos foram entendendo também que o sepulcro vazio indicava que Ele estava vivo e finalmente, o próprio Jesus apareceu para eles e a Páscoa se tornou permanente, diária. Até hoje o Senhor está no meio de nós. (Mc 16,1-7)
Pe. Joãozinho, scj.

Comece o seu dia mais feliz Meditando o Santo Evangelho da Vigília Pascal - Sábado Santo

Evangelho (Mc 16,1-7)

Jesus de Nazaré, que foi crucificado, ressuscitou.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 16,1-7.

Quando passou o sábado, Maria Madalena e Maria, a mãe de Tiago, e Salomé, compraram perfumes para ungir o corpo de Jesus. E bem cedo, no primeiro dia da semana, ao nascer do sol, elas foram ao túmulo.
E diziam entre si: "Quem rolará para nós a pedra da entrada do túmulo?"
Era uma pedra muito grande. Mas, quando olharam, viram que a pedra já tinha sido retirada. Entraram, então, no túmulo e viram um jovem, sentado ao lado direito, vestido de branco.
Mas o jovem lhes disse: "Não vos assusteis! Vós procurais Jesus de Nazaré, que foi crucificado? Ele ressuscitou. Não está aqui. Vede o lugar onde o puseram. Ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele irá à vossa frente, na Galileia. Lá vós o vereis, como ele mesmo tinha dito".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

À ESPERA DA RESSURREIÇÃO - Exultem os céus e os anjos triunfantes, pois a noite santa da alegria é real. Jesus, a luz do mundo, entra glorioso na escuridão e acende com o fogo do Espírito os corações. Ele vence a Quaresma e irradia a beleza do Pai. Nesta Vigília, a mãe de todas as liturgias, nós nos encontramos para adorar o Ressuscitado. Eis o tempo em que se completa o que cremos. Eis o Deus que destrói a morte, abre o sepulcro e nos resgata. Hoje é o dia em que o amor é exaltado. Deus é amor, Ele ressuscitou seu Filho, Ele nos ressuscitou. Aleluia! Vivamos a Páscoa com total liberdade. Cristo brilha para sempre. Aleluia!

sexta-feira, 30 de março de 2018

TUDO ESTÁ CONSUMADO!

Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito!

#minisermao (30/03/18)

Existem dias tristes em que tudo parece terminado. Faça silêncio e repouse no colo de Deus. Lembre-se que depois da noite o dia virá. A liturgia nos convida a celebrar a Sexta-Feira Santa no silêncio, na meditação, na reflexão, na discrição, lembrando que depois deste silêncio virá o Sábado Santo, virá o Domingo da Ressurreição, Jesus está vivo, mesmo na Sexta-Feira Santa, mas às vezes parece que não enxergamos isso nos momentos mais difíceis da vida, parece que Deus realmente, até está dormindo. Mas lembre-se: O Senhor está vivo e ainda que agora seja noite, amanhã o dia virá. (Jo 18,1-19,42)
Pe. Joãozinho, scj.

Comece o seu dia mais feliz meditando o Santo Evangelho da Sexta-feira da Paixão do Senhor

Evangelho (Jo 18,1-19,42)

Jesus Cristo se torno obediente, obediente até a morte numa cruz; pelo que o Senhor Deus o exaltou e deu-lhe um nome muito acima de outro nome (Fl 2,8s).

Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo João.
Naquele tempo, Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:
— "A quem procurais?"
Narrador 1: Responderam:
— "A Jesus, o Nazareno".
Narrador 1: Ele disse:
— "Sou eu".
Narrador 1: Judas, o traidor, estava junto com eles. Quando Jesus disse: "Sou eu", eles recuaram e caíram por terra. 7De novo lhes perguntou:
— "A quem procurais?"
Narrador 1: Eles responderam:
— "A Jesus, o Nazareno".
Narrador 1: Jesus respondeu:
— "Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem".
Narrador 1: Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:
— "Não perdi nenhum daqueles que me confiaste".
Narrador 2: Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. Então Jesus disse a Pedro:
— "Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?"
Narrador 1: Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. Foi Caifás que deu aos judeus o conselho:
Leitor 1: "É preferível que um só morra pelo povo".
Narrador 2: Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. A criada que guardava a porta disse a Pedro:
— "Não pertences também tu aos discípulos desse homem?"
Narrador 2: Ele respondeu:
Leitor 2: "Não".
Narrador 2: Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. Jesus lhe respondeu:
— "Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse".
Narrador 2: Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:
Leitor 1: "É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?"
Narrador 2: Respondeu-lhe Jesus:
— "Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?"
Narrador 1: Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. 25Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:
Leitor 2: "Não és tu, também, um dos discípulos dele?"
Narrador 1: Pedro negou:
Leitor 1: "Não!"
Narrador 1: Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:
Leitor 2: "Será que não te vi no jardim com ele?"
Narrador 2: Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:
Leitor 1: "Que acusação apresentais contra este homem?"
Narrador 2: Eles responderam:
— "Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!"
Narrador 2: Pilatos disse:
Leitor 2: "Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei".
Narrador 2: Os judeus lhe responderam:
— "Nós não podemos condenar ninguém à morte".
Narrador 1: Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. 33Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:
Leitor 1: "Tu és o rei dos judeus?"
Narrador 1: Jesus respondeu:
— “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?”
Narrador 1: Pilatos falou:
Leitor 2: "Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?".
Narrador 1: Jesus respondeu:
— "O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui".
Narrador 1: Pilatos disse a Jesus:
Leitor 1: "Então, tu és rei?"
Narrador 1: Jesus respondeu:
— "Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz".
Narrador 1: Pilatos disse a Jesus:
Leitor 2: "O que é a verdade?"
Narrador 2: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes:
Leitor 1: "Eu não encontro nenhuma culpa nele. Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?"
Narrador 2: Então, começaram a gritar de novo:
— "Este não, mas Barrabás!"
Narrador 2: Barrabás era um bandido. Então Pilatos mandou flagelar Jesus.
2Os soldados teceram uma coroa de espinhos e colocaram-na na cabeça de Jesus.
Narrador 2: Vestiram-no com um manto vermelho, aproximavam-se dele e diziam:
— "Viva o rei dos judeus!"
Narrador 2: E davam-lhe bofetadas. Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:
Leitor 1: "Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum".
Narrador 1: Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:
Leitor 1: "Eis o homem!"
Narrador 1: Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:
— "Crucifica-o! Crucifica-o!"
Narrador 1: Pilatos respondeu:
Leitor 1: "Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum".
Narrador 1: 7Os judeus responderam:
— "Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus".
Narrador 2: Ao ouvir essas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:
Leitor 1: "De onde és tu?"
Narrador 2: Jesus ficou calado. Então Pilatos disse:
Leitor 1: "Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?"
Narrador 2: Jesus respondeu:
— "Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior".
Narrador 2: Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:
— "Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César".
Narrador 1: Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado "Pavimento”, em hebraico Gábata". Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:
Leitor 2: "Eis o vosso rei!"
Narrador 1: Eles, porém, gritavam:
— "Fora! Fora! Crucifica-o!"
Narrador 1: Pilatos disse:
Leitor 1: "Hei de crucificar o vosso rei?"
Narrador 1: Os sumos sacerdotes responderam:
— "Não temos outro rei senão César".
Narrador 2: Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário, em hebraico "Gólgota". Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito:
— "Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus".
Narrador 2: Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
— "Não escrevas 'O Rei dos Judeus', mas sim o que ele disse: 'Eu sou o Rei dos judeus'".
Narrador 2: Pilatos respondeu:
— "O que escrevi, está escrito".
Narrador 2: Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto abaixo. Disseram então entre si:
— "Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será".
Narrador 2: Assim se cumpria a Escritura que diz:
— "Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica".
Narrador 1: Assim procederam os soldados. Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:
— "Mulher, este é o teu filho".
Narrador 1: Depois disse ao discípulo:
— "Esta é a tua mãe".
Narrador 1: Dessa hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:
— "Tenho sede".
Narrador 1: Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. Ele tomou o vinagre e disse:
— "Tudo está consumado".
Narrador 1: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
(Todos se ajoelham - Silêncio.)
Narrador 2: Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: — "Não quebrarão nenhum dos seus ossos".
Narrador 2: E outra Escritura ainda diz:
— "Olharão para aquele que transpassaram".
Narrador 1: Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus — mas às escondidas, por medo dos judeus —, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Levou uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar.
Narrador 2: No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:
A TAREFA CONCLUÍDA - A Paixão de Jesus revela-nos o dom messiânico da salvação. Hoje é um dia para refletirmos sobre nossa vida e o que estamos fazendo para ajudar as pessoas a encontrar Deus. A morte é um mistério que se revela na cruz, com o Cristo. A cruz é o maior exemplo de entrega de um Deus, que nos ama e nos quer felizes. É loucura para os homens, mas força para os que creem em Jesus. Estamos com o Senhor, unidos ao seu sofrimento, e pedimos que Ele nos ilumine para não desanimarmos nem fugirmos de nossas responsabilidades. A cruz de Cristo é nossa vitória, pois o amor é o que nos mantém de pé e nos move a lutar para um mundo melhor.

quinta-feira, 29 de março de 2018

O cálice por nós abençoado é a nossa comunhão com o sangue do Senhor!

Oração pelos Sacerdotes

Nesta quinta-feira Santa vamos rezar de um modo especial para o nosso Pároco Edson Medeiros de Araújo.

Ó Deus Eterno e Todo-Poderoso, olha para a face de teu Cristo e por amor a Ele que é eterno e sumo sacerdote, tem piedade de TEUS PADRES.
Lembra, ó Deus cheio de misericórdia, que eles são seres humanos, fracos e frágeis.
Desperta neles a graça da vocação que está neles pela imposição das mãos do bispo.
Guarda-os unidos a Ti para que o inimigo não prevaleça contra eles, a fim de que nunca façam coisa alguma, por mínima que seja, indigna de sua vocação sublime.
Ó Jesus, eu te peço pelos TEUS PADRES fiéis e fervorosos, pelos TEUS PADRES infiéis e tíbios, pelos TEUS PADRES que trabalham em sua terra ou fora no campo de missão. Pelos TEUS PADRES em tentação, pelos padres isolados e solitários, pelos TEUS PADRES jovens e idosos, pelos TEUS PADRES doentes e agonizantes, pelas almas dos TEUS PADRES no purgatório.
Mas acima de tudo, eu te recomendo os padres a quem mais devo: o padre que me batizou, os padres que me absolveram dos pecados, os padres de cujas missas participei e que me deram teu corpo e teu sangue na santa comunhão. Os padres que me ensinaram e me instruíram ou me ajudaram e encorajaram todos os padres a quem sou devedor de uma ou de outra forma.
Jesus guarda-os todos juntos de teu coração e abençoa-os ricamente no tempo e na eternidade.
Amém
Maria, Rainha do clero, roga por nós, e obtém para nós muitos padres santos.
Amém!

Devemos lavar os pés uns dos outros!

A Eucaristia não é apenas comungar do Corpo e Sangue do Senhor, ela começa no chão, quando lavamos os pés uns dos outros. "Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz" (João 13,14-15).
Começamos, hoje, o Tríduo Pascal de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Após quarenta dias dos nossos exercícios Quaresmais, entramos na Páscoa de Nosso Senhor e Salvador para celebrarmos com a vida d'Ele a transformação que Ele realiza na vida de cada um de nós.
Cristo é o servo sofredor que será glorificado. Contemplamos o Cristo servo, que serve a humanidade. Toda a vida de Cristo foi um serviço pela salvação de cada um de nós. Ele não mostrou-se para nós como o Senhor, como aquele que está acima de todos, Ele mostrou que: ser Senhor é, acima de tudo, ser servidor.
Na Sua última Ceia, Ele não estava ali para ser exaltado e nem glorificado; Ele mesmo tomou a atitude de fazer aquilo que um escravo fazia, lavou e enxugou os pés dos Seus discípulos. (cf. João 13,12-15) Devemos lavar os pés uns dos outros.
A Eucaristia não é apenas comungar do Corpo e Sangue do Senhor, ela começa no chão, quando lavamos os pés uns dos outros. Para celebrarmos a Eucaristia precisamos nos purificar daquele velho fermento da soberba, do egoísmo que nos coloca acima dos outros, que nos faz sentir melhores do que os outros, aquele orgulho que nos leva a competirmos, a nos colocarmos acima dos irmãos; aquele orgulho que faz de nós "senhores" do conhecimento, do saber, da discussão.
Não precisamos de brigas, de discussões, não precisamos de batalhas e entraves, porque o "servidor" não briga. Se há entre nós brigas e discussões, é porque falta em nós o verdadeiro espírito de Cristo.
O espírito de Cristo é o espírito de servo, é aquele que lava os pés uns dos outros. Não é teatro e nem encenação, pelo contrário, é vida. Se a nossa vida quer ser transformada, se queremos celebrar a Páscoa de Cristo com o fermento novo, nos purifiquemos dessa nossa arrogância de nos sentirmos melhores, donos da razão e da verdade.
Aprendamos que só existe uma coisa importante para seguir e servir a Cristo: sermos servos uns dos outros.
Uma Páscoa abençoada para todos nós!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

#minisermao (29/03/18)

A Eucaristia é um serviço de salvação. Jesus nos ensina que no Reino de Deus, reinar é servir. Na última ceia Ele inicia lavando os pés dos Seus amigos e no final Ele diz: "Vocês viram como Eu lavei os pés de vocês? Façam assim, uns aos outros." Temos uma vocação eucarística, a Igreja vive da eucaristia e a eucaristia faz a Igreja, porque é o Corpo de Cristo e nós somos membros deste Corpo e vivemos para sermos eucaristizados, para vivermos cada dia mais o nosso batismo, a ponto de podermos dizer: "Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim." E então, ao receber a eucaristia, seremos alimentados com o Corpo do qual nós mesmos fazemos parte. (Jo 13,1-15)
Pe. Joãozinho, scj.

Comece o seu dia mais feliz meditando o Santo Evangelho da Quinta-feira da Semana Santa

Evangelho (Jo 13,1-15)

Eu vos dou este novo mandamento, nova ordem agora vos dou, que, também, vos ameis uns aos outros, como eu vos amei, diz o Senhor (Jo 13,34).
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João (Jo 13,1-15).

Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.
Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido.
Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: "Senhor, tu me lavas os pés?" Respondeu Jesus: "Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás".
Disse-lhe Pedro: "Tu nunca me lavarás os pés!" Mas Jesus respondeu: "Se eu não te lavar, não terás parte comigo". Simão Pedro disse: "Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça".
Jesus respondeu: "Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos".
Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: "Nem todos estais limpos".
Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos:
Compreendeis o que acabo de fazer? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:
UM EXEMPLO CONVINCENTE - Iniciamos o Tríduo Pascal com a ceia do Senhor. Jesus e os Apóstolos, ao redor da mesa, do último banquete em que se instituiu a Eucaristia e o sacerdócio. É dia de festa e alegria, pois o Senhor está presente. Faz isso em minha memória! Cada ceia é um gesto de fraternidade e serviço e atualização da redenção que Jesus nos trouxe. É o sacrifício por excelência, o mais nobre e sublime, que nos leva a participar da vida em plenitude. Escutemos o Senhor, despojemo-nos de nossas ambições e coloquemo-nos a serviço da promoção da vida, para que nosso discipulado seja de fato um querigma.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Respondei-me pelo vosso imenso amor, neste tempo favorável, Senhor Deus!

O dinheiro é o deus deste mundo!

Peçamos ao Senhor que purifique o nosso coração para que não nos rendamos ao "deus" deste mundo. '"Que me dareis se vos entregar Jesus?' Combinaram, então, trinta moedas de prata. E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus" (Mateus 26,15-16).
Hoje, queremos entrar no coração de Judas, talvez você possa achar estranho e pergunte: "Como vou entrar no coração de um traidor?". Porém, é só entrando no coração de Judas que vamos entender as fraquezas do nosso coração. No coração de Judas entrou um princípio de iniquidade.
Jesus nos diz no Evangelho: "Não podeis servir a Deus e ao dinheiro" (Lc 16,13). Judas servia a Deus, mas, queria também servir ao dinheiro. E quando o amor ao dinheiro entra no nosso coração, ele o governa.
Ninguém consegue servir a Deus e ao dinheiro, tenhamos isso como princípio de vida. Seremos pessoas infelizes, inquietas, perturbadas, porque o dinheiro causa inquietação. O dinheiro é o "deus" deste mundo, as pessoas se compram, se vendem e se corrompem, porque o "deus dinheiro" manda neste mundo.
Não se trata de desprezar dinheiro, jogá-lo fora, trata-se de colocá-lo no seu lugar. O dinheiro não pode estar na nossa cabeça e nem no nosso coração, ele tem que estar em nossas mãos; e com a cabeça ordenada, saberemos fazer o bom uso dele. Não podemos deixar que o nosso coração se venda.
Judas se vendeu ao deus dinheiro, amou tanto o dinheiro que deixou seu Mestre de lado, por causa de trinta moedas de prata. É uma grande quantia, mas aqui não importa a quantidade, pelo contrário, importa ver como estamos nos vendendo e comprando uns aos outros.
Estamos transformando as nossas relações em "relações comerciais", as relações humanas parecem relação de mercadorias. As pessoas são valorizadas, até em nossas Igrejas e comunidades, quando elas têm muito, quando podem muito; elas têm lugar de apreço, mandam e comandam. 
As nossas amizades e muitas coisas que fazemos são movidas por causa do dinheiro. Esperamos retribuição financeira daquilo que realizamos, seduzimos e somos seduzidos pelo dinheiro ou por quem o tem, por quem o detém.
A sede de poder é a sede de ganhar mais, é a ganância do ter, do possuir. Há o extremo de alguns possuírem dinheiro, que nem sabem o que fazer com tanto; e o outro extremo daqueles que morrem na indigência, porque o dinheiro não pode ser dividido, não pode causar um bem que seja para todos.
Judas entregou-se ao deus dinheiro; abandonou e traiu Jesus Nosso Senhor e Salvador.
Peçamos, ao Senhor Nosso Deus, que purifique o nosso coração, nossa alma e nossa vontade para não nos rendermos ao deus deste mundo que se chama: dinheiro.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

#minisermao (28/03/18)

Jesus foi traído por alguém do seu grupo mais próximo. Lembre-se que o traidor pode estar sentado à mesa com você. Seria ótimo se todos os ataques que recebêssemos viessem de pessoas de fora, de outros grupos, de outras tribos, de outros partidos, o problema é quando a traição, o ataque vem de dentro, quando a agressão vem de alguém que está sentado à mesma mesa, participa da mesma eucaristia, reza as mesmas orações e se diz da mesma fé, da mesma religião. O fogo amigo é mais doloroso. Judas sentava à mesa com Jesus e foi capaz de trair o Mestre. (Mt 26,14-25)
Pe. Joãozinho, scj.

Comece o seu dia mais feliz meditando o Santo Evangelho da Quarta-feira da Semana Santa

Evangelho (Mt 26,14-25)

O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que o trair.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 26,14-25

Naquele tempo, um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes e disse: "Que me dareis se vos entregar Jesus?" Combinaram, então, trinta moedas de prata. E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus.
No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?" Jesus respondeu: "Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: 'O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos'".
Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. Enquanto comiam, Jesus disse: "Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair". Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: "Senhor, será que sou eu?"
Jesus respondeu: "Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!" Então Judas, o traidor, perguntou: "Mestre, serei eu?" Jesus lhe respondeu: "Tu o dizes".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:
O MESTRE VENDIDO - Quanto vale a vida de um homem? Trinta moedas de prata? Para Judas Iscariotes, a vida de Jesus valia isso! A obsessão, a idolatria pelo dinheiro, a cegueira, fizeram do apóstolo um sinal de morte. Conviveu com Cristo tanto tempo e não se deixou encontrar por Ele. Escolheu a pior parte: o inferno. Sim, pois trair Cristo é condenar-se. A vida é feita de escolhas para o bem ou para o mal. Podemos ser de Judas ou podemos ser de Cristo. Quando o cristão tem discernimento espiritual, sabe optar pelo que agrada e conduz à salvação; do contrário, será eternamente seduzido pelos príncipes do mundo que sugam e destroem a capacidade de amar.

terça-feira, 27 de março de 2018

Minha boca anunciará vossa justiça!

A Eucaristia nos purifica a cada dia!

A Eucaristia é para nos santificar, transformar-nos e colocar-nos em comunhão com Deus e não com o mal. "Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou: 'Em verdade, em verdade, vos digo, um de vós me entregará'" (João 13,21).
No contexto daquela Ceia final, na qual Jesus estava com Seus discípulos, Ele anunciava uma das coisas que mais doíam em Seu coração. O coração de Jesus estava profundamente comovido e entristecido, porque Ele sabia quem caminhava com Ele, sabia quem chegaria com Ele até aquele momento final.
Até o momento final, Deus espera que saíamos dos espíritos confusos que nos separam d'Ele, que fazem de nós pessoas traidoras. Quando Jesus anunciou que um dos apóstolos O trairia, não se referia àquele momento, mas é porque já O traía, já servia mais ao dinheiro do que a Deus.
A Palavra diz que, naquele momento da Ceia, Satanás entrou no coração de Judas, quando ele recebeu um pedaço de pão. Não é porque recebemos a Eucaristia, porque tomamos do Corpo e Sangue do Senhor que o inimigo não age em nós. Estamos, muitas vezes, celebrando a Eucaristia, participando da mesa do Senhor e permitimos que o espírito entre em nós, espire em nós, coloque em nós os sentimentos de traição a Jesus.
Judas tinha um coração dividido, portanto, não deixemos que o nosso coração se divida, não deixemos que a Eucaristia seja causa de condenação para nós, pelo contrário, em cada Eucaristia celebrada busquemos a fidelidade a Jesus, não deixemos que espíritos perturbadores, que servem os nossos desejos carnais, as nossas ambições humanas, movam as nossas atitudes de discípulos de Jesus.
Trair Jesus não é ter tentações, dificuldades, problemas ou fraquezas, e sim, colocar a "mão no pão" e servir ao mal, aos nossos maus pensamentos, maus sentimentos e más inclinações. A Eucaristia é para nos santificar, transformar-nos e colocar-nos em comunhão com Deus e não com o mal. Que a Eucaristia nos santifique e nos purifique a cada dia.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

#minisermao (27/03/18)

Nas horas mais difíceis faz toda a diferença ter um amigo fiel que faz a pergunta certa, na hora certa, do jeito certo, sem fazer alarde. Naquela refeição Jesus disse algo constrangedor: "Um de vós me trairá." Todos tiveram uma reação, alguns de defesa, outros de surpresa; mas João, o amigo de Jesus, se aproximou ao pé do ouvido e perguntou: "Quem é Senhor?" Jesus revelou para ele quem era o traidor, não falou em público, não publicou nas redes sociais, simplesmente desabafou com seu melhor amigo. Há momentos que é melhor a intimidade, que a publicidade. (Jo 13,21-33.36-38)
Pe. Joãozinho, scj.

Comece o seu dia mais feliz meditando o Santo Evangelho da Terça-feira da Semana Santa

Evangelho (Jo 13,21-33.36-38)

Um de vós me entregará...
O galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 13,21-33.36-38.

Naquele tempo, estando à mesa com seus discípulos, Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou: "Em verdade, em verdade, vos digo, um de vós me entregará". Desconcertados, os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem Jesus estava falando.
Um deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de Jesus. Simão Pedro fez-lhe um sinal para que ele procurasse saber de quem Jesus estava falando. Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: "Senhor, quem é?"
Jesus respondeu: "É aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no molho". Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. Depois do pedaço de pão, Satanás entrou em Judas. Então Jesus lhe disse: "O que tens a fazer, executa-o depressa".
Nenhum dos presentes compreendeu por que Jesus lhe disse isso. Como Judas guardava a bolsa, alguns pensavam que Jesus lhe queria dizer: 'Compra o que precisamos para a festa', ou que desse alguma coisa aos pobres. Depois de receber o pedaço de pão, Judas saiu imediatamente. Era noite.
Depois que Judas saiu, disse Jesus: "Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Vós me procurareis, e agora vos digo, como eu disse também aos judeus: 'Para onde eu vou, vós não podeis ir'".
Simão Pedro perguntou: "Senhor, para onde vais?" Jesus respondeu-lhe: "Para onde eu vou, tu não me podes seguir agora, mas me seguirás mais tarde". Pedro disse: "Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei a minha vida por ti!" Respondeu Jesus: "Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade, te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:
A TRAIÇÃO DENUNCIADA - Em verdade vos digo, um de vós há de me trair! Essa afirmação de Jesus é forte e desconcertante. Não foi dirigida só a Judas e a Pedro, que o negou, mas a nós que somos seus seguidores. Trair Jesus, significa abandoná-lo, substituí-lo, deixar de vigiar com Ele, seguir com as próprias pernas, ignorar suas palavras, buscá-lo somente por interesse. O mundo está cheio de traições e, consequentemente, na Igreja também, pois nem todos os que se dizem cristãos fazem de tudo para que Jesus seja conhecido, amado e servido por todos. É preciso, nesta Semana Santa, fazer um profundo exame de consciência e converter-se ao Cristo. Sem Ele, nada se pode fazer.

segunda-feira, 26 de março de 2018

O Senhor é minha luz e salvação!

O nosso referencial é Jesus!

O nosso referencial é Jesus que está nos pobres, nos doentes, nos sofredores, na humanidade em que vivemos.
"Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo" (João 12,3).
Maria é aquela que colocava-se aos pés de Jesus; Marta estava servindo e Lázaro estava junto à mesa. Maria colocava-se aos pés do Mestre dando tudo o que ela tinha: seu amor, seu coração, seus sentimentos, seus afetos, seus bens materiais. O perfume mais caro que se poderia ter, ela colocou sobre os pés do Mestre Jesus. Maria é a discípula que rende-se ao Mestre, é a discípula que apaixonada por Jesus, entrega todo o seu coração. Do mesmo lado estão os discípulos de Jesus, mas um deles chama a atenção, porque ele acha escandaloso aquilo que Maria está fazendo: um perfume caro sendo colocado nos pés de Jesus. E num falso espírito de cuidado aos pobres, mas que era uma hipocrisia, dizia: "O que ela está gastando nos pés de Jesus poderia ser usado para os pobres".
Sempre teremos pobres no meio de nós para cuidar, e só podemos cuidar (de verdade) dos pobres quando cuidamos de Jesus, quando estamos aos pés d'Ele. Não é para desprezar os pobres, pelo contrário, precisamos primeiro ir aos pés de Jesus para saber servir a pobreza, que é a humanidade em que vivemos.
Não fazemos assistencialismo, encontramos Jesus que está aos nossos pés e nos colocamos aos pés d'Ele para adorá-Lo, nos entregarmos totalmente a Ele, para encontrarmos no pobre a pessoa de Jesus. Por isso, a primeira atitude do pobre é sempre colocar-se aos pés de Jesus.
Não podemos cair naquela visão assistencialista de que, fazemos muito pelos pobres ou de que trabalhamos nas ruas. O primeiro lugar que nos dirigimos é aos pés de Jesus, O adoramos e nos colocamos inteiramente aos pés d'Ele. Quando não fazemos isso, nos perdemos naquilo que realizamos, nos perdemos no nosso trabalho, nas nossas obrigações. Nos perdemos porque falta o referencial.
O nosso referencial é Jesus que está nos pobres, nos doentes, nos sofredores, na humanidade em que vivemos. Encontramos Jesus em cada um, assim, não nos decepcionamos, não nos machucamos e nosso coração não se fere por qualquer coisa quando temos um referencial. O nosso referencial é sempre estar aos pés de Jesus!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo