segunda-feira, 18 de junho de 2018

Paróquia de Nossa Senhora dos Aflitos.

AGENDA DA SEMANA:
• 18/06(SEGUNDA)
- 18h = Formação sobre o Ano do Laicato para o Conselho da Capela de Santa Cecília.
- 19h = Celebração da palavra na comunidade Flores.
- 19h = Escola de Evangelização no Centro Paroquial.
- 19h = Terço dos homens.
- 19h = Terço das mulheres na Capela de Santa Cecília.
- 19h = Formação de líderes da RCC no Centro Paroquial.
• 19/06(TERÇA)
- 18h = Reunião com a equipe dirigente do ECC e EJC na casa das irmãs.
- 19h = Escola de Evangelização no Centro Paroquial.
- 19h = Ministério de Cura e Aconselhamento da RCC na matriz.
- 19h = Ministério de Intercessão da RCC.
- 19h = Terço dos homens na Capela de Santa Cecília.
• 20/06(QUARTA)
- 6h = Missa na Capela das Irmãs.
- 8h30 = Atendimento aos enfermos nas residências.
- 19h = Grupo de Oração na matriz.
- 19h = Escola de Evangelização no Centro Paroquial.
            Reunião formal E N S das Graças.
• 21/06(QUINTA)
- 7h às 12h = Adoração ao santíssimo sacramento na matriz.
- 12h = Missa da Hora da Graça na matriz.
- 19h = Escola de Evangelização no Centro Paroquial.
• 22/06(SEXTA)
- 6h = Missa na Capela das Irmãs.
- 15h = Na matriz, Terço da Divina Misericórdia.
- 19h = Terço das mulheres na Capela de N. S. do Rosário.
- 19h = Grupo da Juventude Missionária.
• 23/06(SÁBADO)
- 8h = Missa das crianças na matriz.
- 9h = Confraternização junina da catequese e da infância missionária no Centro Paroquial.
- 10h = Batizados na matriz.
- 16h = Adolescência Missionária.
- 16h30 = Reunião do Conselho Paroquial de Pastoral na casa das irmãs.
- 17h = Vicentinos no Centro Paroquial.
- 19h = Abertura da Festa de São Pedro na Barra de São Pedro(PROCISSÃO, MISSA DE ABERTURA E JANTAR)
• 24/06(DOMINGO)
- 7h e 19h = Missa na Matriz.
- 9h = Batizados na matriz.
- 9h15 = Missa na Capela de Santa Cecília.
- 16h30 = Reunião do grupo "Ovelhinhas de Jesus"na Escola Evanildo Mariano.
- 17h = Missa na comunidade Assembleia.
            Reunião formal E N S Aparecida
-19h = Segunda Noite da Festa de São Pedro com a participação da comunidade da Barra de Cima.
Obs: Hoje é o dia do ofertório de alimentos para os pobres. Os vicentinos agradecem a sua doação generosa.

Atendei o meu gemido, ó Senhor!

Transformemos o mundo pelo bem de Deus que está em nós!

O que está em nós não é o mal, o que está em nós é o bem, a graça, o perdão e a misericórdia. "Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda!" (Mateus 5,39).
"Olho por olho. Dente por dente" é um preceito tão antigo quanto a humanidade, colocado em prática nas relações humanas até os dias de hoje e com mais evidência. Se me fez um mal, eu retribuo com o mal, fechou-me a cara, eu fecho a cara também, não me valoriza eu também não valorizo e vivemos em um mundo de disputas, de inimizades, de conflitos e vingança. Há várias formas de se vingar: a vingança da frieza, da indiferença, dos maus tratos, da briga, das guerras, das competições e disputas. Todas elas destroem o mundo, o nosso coração, a nossa saúde, as relações e convivências humanas.
A ordem de Jesus para nós é: "Não enfrenteis quem é malvado. Não compartilhe com o mal. Não se contamine com o mal do mundo". O mal que o mundo quer injetar em nós é: "Fez-me o mal, eu também faço o mal". Ora, o que está em nós não é o mal, o que está em nós é o bem, a graça, o perdão, a misericórdia; ou não trazemos Deus em nós, não O recebemos em nós ou não temos a vida d'Ele na nossa vida. Essas questões são fundamentais, é isso que define se somos de Deus ou se somos mundanos, é a mentalidade que temos, é a cabeça que temos. Talvez, você diga: "Ainda não cheguei a esse ponto". Então, chegue e lute, para que a nossa mentalidade não seja a do mundo, porque essa mentalidade mundana destrói todas essas coisas.
Não nos contaminemos pelo mal, mas transformemos o mundo pelo bem de Deus que está em nós. Não é ser ingênuo, bobo como muitos querem entender que devemos ser, é não se contaminar pelo mal, é não deixar que nos tornemos maus, porque o outro nos fez mal. É mostrar que o que está em nós é maior do que está no mundo.
No mundo está o mal, mas em mim eu quero que esteja sempre o bem, a graça e o Reino de Deus.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

#minisermao (18/06/18)

A melhor reação quando somos atacados não é a revanche do "olho por olho", mas o diálogo do "olho no olho". É isso que Jesus nos ensina, é preciso reagir, mas não já, é preciso dizer algo, mas não agora, é preciso fazer alguma coisa, porém, não impulsivamente, não apressadamente e nem sobre a forma de revanche ou vingança, porque isso cria o círculo vicioso da violência. Se quisermos instaurar o círculo virtuoso da paz, é necessário suportar o tempo de agressão em silêncio e até oferecer a outra face a quem nos dá um tapa, para depois olhar olho no olho e perguntar: "Por que você me bateu?" (Mt 5,38-42)
Pe. Joãozinho, scj.

Comece o seu dia mais feliz meditando o Santo Evangelho da Segunda-feira da 11ª Semana do Tempo Comum

Evangelho (Mt 5,38-42)

Eu vos digo: não enfrenteis quem é malvado!
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5,38-42.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’ 39Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado”.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:
A VIOLÊNCIA SUPERADA - A lei do amor que Jesus propõe para todo ser humano é justamente aquela que vai contra os paradigmas esperados na sociedade. Se antigamente os homens viviam segundo a lei de talião, que consiste na reciprocidade do mal, em que se devolvia o ato recebido no mesmo grau sofrido, sendo olho por olho e dente por dente, agora Jesus propõe que não haja essa reciprocidade, a qual se torna uma vingança, e não encerra a violência. Ele propõe que, no momento de uma ofensa, haja perdão encerrando ali o ato de violência, e devolvendo com o bem, um ato recebido por maldade.

domingo, 17 de junho de 2018

Como é bom agradecermos ao Senhor!

O Reino de Deus precisa ser cultivado!

O Reino de Deus, que é desprezado por muitos, é o que transforma a vida e a mentalidade deste mundo. "O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra" (Marcos 4,31).
Sabemos que o que é menor é sem significância, sem importância, é desprezível. Queremos sempre o que é maior, o que é mais importante, o que realmente dá valor e consistência. Para muitos, a Palavra de Deus, as coisas d'Ele são menores, alguns até a desprezam, outros a colocam em segundo ou terceiro lugar, porque não é tão importante. Cada um tem a sua escala de valores. Você prioriza isso, valoriza isso, porque para você é o mais importante. Mas a Palavra de Deus, o Reino de Deus, as coisas d'Ele, não são prioridade na vida de muitas pessoas.
Quando nos encontramos numa situação difícil, aquilo que desprezamos ou não damos valor é o que se torna o fermento transformador da vida. A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se a pedra fundamental; a semente que foi desprezada tornou-se a maior hortaliça de todas. O Reino de Deus, que é desprezado por muitos, é o que transforma a vida e a mentalidade desse mundo.
Não deixe que o Reino de Deus seja apenas uma semente insignificante, guardada em um canto. Não deixe que ela fique apenas como um grão de mostarda em sua vida. Cultive e valorize o Reino de Deus, e você verá que a semente vai se tornar a maior de todas as hortaliças, a maior de todas as graças e bênçãos, a grande prioridade que transforma a nossa vida.
Quando deixamos uma semente de lado, ela seca, fica desprezada, mas se cultivarmos essa semente, ela crescerá, produzirá tantos frutos, que ficaremos, depois, contemplando as maravilhas que acontecem.
O Reino de Deus precisa ser cultivado, não basta tê-lo em nós, é preciso que ele cresça, floresça e venha para fora. É a menor, parece a mais insignificante, mas não se esqueça de que é a mais importante, essencial para que a nossa vida seja transformada. Acolhamos a semente pequena da Palavra, e ela vai tornar a nossa vida grande e importante, como deve ser aos olhos do Senhor.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo 

#minisermao (17/06/18)

Tudo tem seu tempo nessa vida; após plantar tenha a paciência de deixar a semente dormir. Só Deus pode fazê-la germinar. É assim com a educação dos filhos, você fala, insiste e não sabe bem se esta palavra vai nascer em atitudes, em decisões, em crescimento da personalidade, do caráter daquele jovem e então você entrega para Deus e deixa tudo o que você disse dormir no coração daquele jovem, daquele filho, na fé de que um dia a semente irá germinar, mesmo que você não veja esse dia chegar. Creia, nós plantamos, mas é Deus quem faz crescer. (Mc 4,26-34)
Pe. Joãozinho, scj.

Comece a sua semana mais feliz meditando o Santo Evangelho do XI Domingo do Tempo Comum

Evangelho (Mc 4,26-34)

É a menor de todas as sementes e se torna maior do que todas as hortaliças.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 4,26-34.

Naquele tempo, Jesus disse à multidão: "O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou".
E Jesus continuou: "Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra".
Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:
O REINO EM PARÁBOLAS - "Anunciava a Palavra usando muitas parábolas".
Por meio de parábolas, Jesus compara o Reino a uma semente. A semente pode nos recordar que, sendo algo pequeno, possui em si uma potencial incrível. Em sua pequenez, carrega o potencial de uma grandiosa árvore, que produz frutos e sombra. Assim, Jesus mostra que o Reino deve ser semeado por nossa ação, que, mesmo pequenas, serão grandiosas quando o Reino for completado.
Senhor, que com minha vida eu saiba semear na humanidade as sementes de seu Reino.
Terei nesta semana atitudes que testemunhem o amor de Deus à humanidade.

sábado, 16 de junho de 2018

O Senhor é a porção da minha herança!

A Palavra de Deus nos concede autenticidade de vida!

Somos frágeis, mas não podemos deixar que cresça em nós a corrupção da palavra, da autenticidade nem da consciência. "Dizei somente: 'Sim', se é sim; 'não', se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno" (Mateus 5,37).
Não precisamos jurar nem nos exaltar para prometer algo a alguém, porque a força da palavra vem pela autenticidade da vida da pessoa. Quando nos acostumamos a contar uma mentira aqui, outra acolá; quando nós temos duas palavras diante de uma mesma realidade; quando, de frente para uma pessoa, dizemos uma coisa, mas na frente de outra pessoa dizemos algo diferente, isso significa que não somos autênticos.
É difícil ou quase impossível confiar em pessoas que não são autênticas. Somos frágeis, temos fragilidades, mas não podemos deixar que cresça em nós a corrupção da palavra, da autenticidade nem da consciência.
O grande mal do mundo em que vivemos são as mentes que se corrompem por qualquer coisa, são pessoas dúbias nas palavras, que se movem por jogo de interesses, e ora dizem uma coisa, ora dizem outra; ora têm esse comportamento, mas, naquela outra realidade, vão ter outro comportamento.
Pessoas corruptas são falsas, e a falsidade é a falta de autenticidade. Nem sempre é fácil [ser autêntico], mas é porque vamos nos acostumando com pequenas mentiras e transformando coisas pequenas, como se elas não tivessem importância. Uma pequena "mentirinha" é uma mentira de qualquer forma; uma coisa que é dita de forma contraditória, enganosa e ilusória, transforma-nos em pessoas falsas.
Comungar com o Senhor é comungar com a verdade. Não podemos ser, nunca, pessoas de duas caras, de duas palavras e dois corações. Que o nosso 'sim' seja sim, e que o nosso 'não' seja não. Não podemos ser 'sim' para alguém conforme as conveniências, conforme as vantagens que queremos obter aqui e acolá.
Toda a falta de autenticidade, tudo o que é mentiroso é do maligno. Que o nosso 'sim' seja sim, que o nosso 'não' seja não; o que passa disso é diabólico, maldoso, não é do Céu.
Que a Palavra de Deus nos conceda autenticidade de vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

#minisermao (16/06/18)

Precisamos ser claros em nossas palavras e decisões; a penumbra da indefinição é canteiro de satanás. Jesus foi muito claro quando disse sim, sim; não, não. Um sim meio não; um não com aparência de sim; um talvez, quem sabe, é possível amanhã, costuma ser a porta aberta para a corrupção. O pai da mentira que gosta de palavras que podem significar tudo e ao mesmo tempo nada, aquele pano quente, aquele jeitinho, aquela solução incompleta é o princípio do fim. Sim, sim; não, não. (Mt 5,33-37)
Pe. Joãozinho, scj.

Comece o seu dia mais feliz meditando o Santo Evangelho do Sábado da 10ª semana do Tempo Comum

Evangelho (Mt 5,33-37)

Eu vos digo: não jureis de modo algum.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5,33-37.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: 'Não jurarás falso, mas cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o suporte onde apoia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. Não jures tampouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. Seja o vosso 'sim': 'sim', e o vosso 'não': 'não'. Tudo o que for além disso vem do Maligno".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:
A ÉTICA DA PALAVRA - Dando pleno cumprimento à Lei, Jesus vem mostrar a Lei e pedir algo a mais para aqueles que o ouviam. Se na Lei, pede-se para não jurar falso, Jesus acrescenta que não se deve jurar falso de modo nenhum. Para compreender esse pedido de Jesus, é necessário ter clareza de que não somos donos de nossos atos, pois, quando nos entregamos a Deus, ele nos guia. Para que isso se torne realidade em nosso meio, é preciso ter determinação e firmeza, para que o "sim" seja sim e o não seja "não".

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Lançada mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial dos Pobres, em novembro/2018

A segunda ocasião em que a Igreja no mundo inteiro vai celebrar o Dia Mundial do Pobre, no dia 18 de novembro de 2018, recebeu nesta quarta-feira, 13 de junho, uma Mensagem especial do Papa Francisco. Neste texto, Papa Francisco medita sobre um versículo do Salmo 34: "Este pobre grita e o Senhor o escuta". Para escutar os pobres, destaca o Santo Padre: "É do silêncio da escuta que precisamos para reconhecer a voz deles. Se falarmos demasiado, não conseguiremos escutá-los. Muitas vezes, tenho receio que tantas iniciativas, apesar de meritórias e necessárias, estejam mais orientadas para nos satisfazer a nós mesmos do que para acolher realmente o grito do pobre".
E assegura: "A resposta de Deus ao pobre é sempre uma intervenção de salvação para cuidar das feridas da alma e do corpo, para repor a justiça e para ajudar a recuperar uma vida com dignidade. A resposta de Deus é também um apelo para que quem acredita n'Ele possa proceder de igual modo, dentro das limitações do que é humano". O Papa ainda esclarece o sentido da data: "O Dia Mundial dos Pobres pretende ser uma pequena resposta que, de toda a Igreja, dispersa por todo mundo, é dirigida aos pobres de todos os tipos e de todas as terras para que não pensem que o seu grito tenha caído no vazio. Provavelmente, é como uma gota de água no deserto da pobreza; e, contudo, pode ser um sinal de partilha para com os que estão em necessidade, para sentirem a presença ativa de um irmão e de uma irmã. Não é de um ato de delegação que os pobres precisam, mas do envolvimento pessoal de quem escuta o seu grito. A solicitude dos crentes não pode limitar-se a uma forma de assistência – mesmo se esta é necessária e providencial num primeiro momento –, mas requer aquela 'atenção de amor' (Exort. ap. Evangelii gaudium, 199) que honra o outro enquanto pessoa e procura o seu bem".
Leia na Mensagem na íntegra:

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA O II DIA MUNDIAL DOS POBRES
XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM 18 DE NOVEMBRO DE 2018
Este pobre grita e o Senhor o escuta
1. «Este pobre grita e o Senhor o escuta» (Sl 34,7). As palavras do salmista tornam-se também as nossas no momento em que somos chamados a encontrar-nos com as diversas condições de sofrimento e marginalização em que vivem tantos irmãos e irmãs nossos que estamos habituados a designar com o termo genérico de "pobres". Quem escreve aquelas palavras não é estranho a esta condição; bem pelo contrário. Faz experiência direta da pobreza e, apesar disso, transforma-a num cântico de louvor e de agradecimento ao Senhor. Também a nós hoje, imersos em tantas formas de pobreza, este salmo permite que compreendamos quem são os verdadeiros pobres para os quais somos chamados a dirigir o olhar, para escutar o seu grito e conhecer as suas necessidades.
É-nos dito, antes de mais, que o Senhor escuta os pobres que clamam por Ele e que é bom para com os que n'Ele procuram refúgio, com o coração despedaçado pela tristeza, pela solidão e pela exclusão. Escuta os que são espezinhados na sua dignidade e, apesar disso, têm a força de levantar o olhar para as alturas, para receber luz e conforto. Escuta os que são perseguidos em nome de uma falsa justiça, oprimidos por políticas indignas deste nome e atemorizados pela violência; mesmo assim sabem que têm em Deus o seu Salvador. O que emerge desta oração é, antes de mais, o sentimento de abandono e de confiança num Pai que escuta e acolhe. Em sintonia com estas palavras podemos compreender mais a fundo o que Jesus proclamou com a bem-aventurança: «Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos céus» (Mt 5,3).
Em virtude desta experiência única e, sob muitos aspetos, imerecida e impossível de se exprimir plenamente, sente-se, no entanto, o desejo de a comunicar a outros, antes de mais aos que, como o salmista, são pobres, rejeitados e marginalizados. Com efeito, ninguém pode sentir-se excluído pelo amor do Pai, especialmente num mundo que frequentemente eleva a riqueza ao primeiro objetivo e que faz com que as pessoas se fechem em si mesmas.
2. O salmo caracteriza com três verbos a atitude do pobre e a sua relação com Deus. Antes de mais, "gritar". A condição de pobreza não se esgota numa palavra, mas torna-se um grito que atravessa os céus e chega até Deus. Que exprime o grito dos pobres, que não seja o seu sofrimento e a sua solidão, a sua desilusão e esperança? Podemos perguntar-nos: como é que este grito, que sobe até à presença de Deus, não consegue chegar aos nossos ouvidos e nos deixa indiferentes e impassíveis? Num Dia como este, somos chamados a fazer um sério exame de consciência, de modo a compreender se somos verdadeiramente capazes de escutar os pobres.
É do silêncio da escuta que precisamos para reconhecer a voz deles. Se falarmos demasiado, não conseguiremos escutá-los. Muitas vezes, tenho receio que tantas iniciativas, apesar de meritórias e necessárias, estejam mais orientadas para nos satisfazer a nós mesmos do que para acolher realmente o grito do pobre. Nesse caso, no momento em que os pobres fazem ouvir o seu grito, a reação não é coerente, não é capaz de entrar em sintonia com a condição deles. Está-se tão presos na armadilha de uma cultura que obriga a olhar-se ao espelho e a acudir de sobremaneira a si mesmos, que se considera que um gesto de altruísmo pode ser suficiente para deixar satisfeitos, sem se deixar comprometer diretamente.
3. Um segundo verbo é "responder". O Senhor, diz o salmista, não só escuta o grito do pobre, como também responde. A sua resposta, como está atestado em toda a história da salvação, é uma participação cheia de amor na condição do pobre. Foi assim, quando Abraão apresentava a Deus o seu desejo de ter uma descendência, apesar de ele e a mulher Sara, já idosos, não terem filhos (cf. Gn 15,1-6). Aconteceu quando Moisés, através do fogo de uma sarça que ardia sem se consumir, recebeu a revelação do nome divino e a missão de tirar o povo do Egito (cf. Ex 3,1-15). E esta resposta confirmou-se ao longo de todo o caminho do povo no deserto: quando sentia os flagelos da fome e da sede (cf. Ex 16,1-16; 17,1-7) e quando caía na pior miséria, que é a da infidelidade à aliança e da idolatria (cf. Ex 32,1-14).
A resposta de Deus ao pobre é sempre uma intervenção de salvação para cuidar das feridas da alma e do corpo, para repor a justiça e para ajudar a recuperar uma vida com dignidade. A resposta de Deus é também um apelo para que quem acredita n'Ele possa proceder de igual modo, dentro das limitações do que é humano. O Dia Mundial dos Pobres pretende ser uma pequena resposta que, de toda a Igreja, dispersa por todo mundo, é dirigida aos pobres de todos os tipos e de todas as terras para que não pensem que o seu grito tenha caído no vazio. Provavelmente, é como uma gota de água no deserto da pobreza; e, contudo, pode ser um sinal de partilha para com os que estão em necessidade, para sentirem a presença ativa de um irmão e de uma irmã. Não é de um ato de delegação que os pobres precisam, mas do envolvimento pessoal de quem escuta o seu grito. A solicitude dos crentes não pode limitar-se a uma forma de assistência – mesmo se esta é necessária e providencial num primeiro momento –, mas requer aquela «atenção de amor» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 199) que honra o outro enquanto pessoa e procura o seu bem.
4. Um terceiro verbo é "libertar". O pobre da Bíblia vive com a certeza que Deus intervém a seu favor para lhe restituir a dignidade. A pobreza não é procurada, mas é criada pelo egoísmo, pela soberba, pela avidez e pela injustiça. Males tão antigos como o homem, mas mesmo assim continuam a ser pecados que implicam tantos inocentes, conduzindo a consequências sociais dramáticas. A ação com a qual o Senhor liberta é um ato de salvação para com os que Lhe apresentaram a sua tristeza e angústia. As amarras da pobreza são quebradas pelo poder da intervenção de Deus. Muitos salmos narram e celebram esta história da salvação que encontra correspondência na vida pessoal do pobre: «Ele não desprezou nem repeliu a angústia do pobre, nem escondeu dele a sua face, mas atendeu-o quando Lhe pediu socorro» (Sl 22,25). Poder contemplar a face de Deus é sinal da sua amizade, da sua proximidade, da sua salvação. «Pusestes os olhos na minha miséria e conhecestes as angústias da minha vida; […] colocastes os meus pés num lugar espaçoso» (Sl 31,8-9). Dar ao pobre um "lugar espaçoso" equivale a libertá-lo do "laço do caçador" (cf. Sl 91,3), a retirá-lo da armadilha montada no seu caminho, para que possa caminhar desimpedido e encarar a vida com olhar sereno. A salvação de Deus toma a forma de uma mão estendida ao pobre, que oferece acolhimento, protege e permite sentir a amizade de que precisa. É a partir desta proximidade concreta e palpável que tem início um genuíno percurso de libertação: «Cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade; isto supõe que sejamos dóceis e atentos, para ouvir o clamor do pobre e socorrê-lo» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 187).
5. Para mim é um motivo de comoção saber que tantos pobres se identificaram com Bartimeu, de quem fala o evangelista Marcos (cf. 10,46-52). O cego Bartimeu «estava sentado a pedir esmola à beira do caminho» (v. 46) e, tendo ouvido dizer que Jesus estava a passar, «começou a gritar» e a invocar o «Filho de David» para que tivesse piedade dele (cf. v. 47). «Muitos repreendiam-no para que se calasse, mas ele gritava cada vez mais» (v. 48). O Filho de Deus escutou o seu grito: «"Que queres que Eu te faça?". E o cego respondeu-Lhe: "Rabuni, que eu veja de novo"» (v. 51). Esta página do Evangelho torna visível o que o salmo anunciava como promessa. Bartimeu é um pobre que se encontra privado de capacidades fundamentais, como ver e trabalhar. Quantos percursos, também hoje, conduzem a formas de precariedade! A falta de meios elementares de subsistência, a marginalidade quando se deixa de estar no pleno das próprias forças de trabalho, as diversas formas de escravidão social, apesar dos progressos levados a cabo pela humanidade… Quantos pobres, como Bartimeu, estão hoje à beira da estrada e procuram um sentido para a sua condição! Quantos são os que se interrogam sobre o porquê de ter chegado ao fundo deste abismo e sobre o modo de sair dele! Esperam que alguém se aproxime deles e diga: «Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te» (v. 49).
Infelizmente, verifica-se com frequência que, pelo contrário, as vozes que se ouvem são as da repreensão e do convite a calar-se e aguentar. São vozes desafinadas, muitas vezes determinadas por uma aversão aos pobres, considerados não apenas como pessoas indigentes, mas também como gente que traz insegurança, instabilidade, desorientação das atividades diárias e, por isso, gente que deve ser rejeitada e mantida ao longe. Há uma tendência a criar distância entre nós e eles, e não nos damos conta que, deste modo, nos tornamos distantes do Senhor Jesus que não os rejeita, mas os chama a Si e os consola. Como soam apropriadas neste caso as palavras do profeta sobre o estilo de vida do crente: «quebrar as cadeias injustas, desatar os laços da servidão, pôr em liberdade os oprimidos, destruir todos os jugos […], repartir o pão com o faminto, dar pousada aos pobres sem abrigo, levar roupa aos que não têm que vestir» (Is 58,6-7). Este modo de agir permite que o pecado seja perdoado (cf. 1Pe 4,8), que a justiça faça o seu caminho e que, quando formos nós a gritar ao Senhor, Ele responda e diga: “Estou aqui!” (cf. Is 58,9).
6. Os pobres são os primeiros a estar habilitados para reconhecer a presença de Deus e para dar testemunho da sua proximidade na vida deles. Deus permanece fiel à sua promessa e, mesmo na escuridão da noite, não deixa que falte o calor do seu amor e da sua consolação. Contudo, para superar a opressiva condição de pobreza, é necessário que eles se se apercebam da presença de irmãos e irmãs que se preocupam com eles e que, ao abrir a porta do coração e da vida, fazem com que eles se sintam amigos e familiares. Apenas deste modo podemos descobrir «a força salvífica das suas vidas» e «colocá-los no centro do caminho da Igreja» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 198).
Neste Dia Mundial somos convidados a tornar concretas as palavras do salmo: «Os pobres hão de comer e serão saciados» (Sl 22,27). Sabemos que, no templo de Jerusalém, depois do rito do sacrifício, tinha lugar o banquete. Em muitas dioceses, esta foi uma das experiências que, no ano passado, enriqueceu a celebração do primeiro Dia Mundial dos Pobres. Muitos encontraram o calor de uma casa, a alegria de uma refeição festiva e a solidariedade dos que quiseram partilhar a mesa de maneira simples e fraterna. Gostaria que, também este ano, bem como no futuro, este Dia fosse celebrado com a marca da alegria pela redescoberta capacidade de estar juntos. Rezar juntos em comunidade e partilhar a refeição no dia de domingo. Uma experiência que nos leva de volta à primeira comunidade cristã, que o evangelista Lucas descreve com toda a sua originalidade e simplicidade: «Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações. […] Todos os que haviam abraçado a fé viviam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam propriedades e bens e distribuíam o dinheiro por todos, conforme as necessidades de cada um» (At 2,42.44-45).
7. São inúmeras as iniciativas que, todos os dias, a comunidade cristã leva a cabo para dar um sinal de proximidade e de conforto às muitas formas de pobreza que estão diante dos nossos olhos. Muitas vezes, a colaboração com outras realidades, que têm como motor não a fé, mas a solidariedade humana, consegue prestar uma ajuda que, sozinhos, não poderemos realizar. Reconhecer que, no imenso mundo da pobreza, mesmo a nossa intervenção é limitada, frágil e insuficiente leva a estender as mãos aos outros, para que a colaboração recíproca possa atingir o objetivo de maneira mais eficaz. Somos movidos pela fé e pelo imperativo da caridade, mas sabemos reconhecer outras formas de ajuda e solidariedade que se propõem em parte os mesmos objetivos; desde que não descuidemos o que nos é próprio, isto é, levar todos até Deus e à santidade. O diálogo entre as diversas experiências e a humildade de prestar a nossa colaboração, sem qualquer espécie de protagonismos, é uma resposta adequada e plenamente evangélica que podemos realizar.
Diante dos pobres não se trata de jogar para ter a primazia da intervenção, mas podemos reconhecer humildemente que é o Espírito quem suscita gestos que são sinal da resposta e da proximidade de Deus. Quando descobrimos o modo de nos aproximarmos dos pobres, sabemos que a primazia Lhe pertence a Ele que abriu os nossos olhos e o nosso coração à conversão. Não é de protagonismo que os pobres precisam, mas de amor que sabe esconder-se e esquecer o bem realizado. Os verdadeiros protagonistas são o Senhor e os pobres. Quem se coloca ao serviço é instrumento nas mãos de Deus para fazer reconhecer a sua presença e a sua salvação. É São Paulo quem o recorda, quando escreve aos cristãos de Corinto, que competiam entre si nos carismas procurando os mais prestigiosos: «O olho não pode dizer à mão: "Não preciso de ti"; nem a cabeça dizer aos pés: "Não preciso de vós"» (1Cor 12,21). O Apóstolo faz uma consideração importante, observando que os membros do corpo que parecem mais fracos são os mais necessários (cf. v. 22); e que os que «nos parecem menos honrosos cuidamo-los com maior consideração, e os menos decorosos são tratados com maior decência, ao passo que os que são mais decorosos não precisam de tais cuidados» (vv. 23-24). Ao ministrar um ensinamento fundamental sobre os carismas, Paulo educa também a comunidade para a atitude evangélica para com os seus membros mais fracos e necessitados. Longe dos discípulos de Cristo sentimentos de desprezo e de pietismo para com eles; pelo contrário, são chamados a honrá-los, a dar-lhes precedência, convictos de que eles são uma presença real de Jesus no meio de nós. «Tudo o que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes» (Mt 25,40).
8. Aqui compreende-se como o nosso modo de viver é diferente do do mundo, que louva, segue e imita os que têm poder e riqueza, ao passo que marginaliza os pobres e os considera um refugo e uma vergonha. As palavras do Apóstolo são um convite para conferir plenitude evangélica à solidariedade para com os membros mais fracos e menos dotados do Corpo de Cristo: «Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um membro é honrado, todos os membros se alegram com ele» (1Cor 12,26). Na mesma linha, na Carta aos Romanos exorta-nos: «Alegrai-vos com os que estão alegres, chorai com os que choram. Tende os mesmos sentimentos uns para com os outros. Não aspireis às grandezas, mas conformai-vos com o que é humilde» (12,15-16). Esta é a vocação do discípulo de Cristo; o ideal para o qual se deve tender com perseverança é assimilar cada vez mais em nós os «sentimentos de Cristo Jesus» (Flp 2,5).
9. Uma palavra de esperança torna-se o epílogo natural para o qual a fé orienta. Muitas vezes, são mesmo os pobres a colocar em crise a nossa indiferença, filha de uma visão da vida, demasiado imanente e ligada ao presente. O grito do pobre é também um grito de esperança com a qual ele dá mostras da certeza de ser libertado. A esperança, que se alicerça no amor de Deus que não abandona quem n'Ele confia (cf. Rm 8,31-39). Escrevia Santa Teresa de Ávila no seu Caminho de Perfeição: «A pobreza é um bem que encerra em si todos os bens do mundo; assegura-nos um grande domínio; quero dizer que nos torna senhores de todos os bens terrenos, uma vez que nos leva a desprezá-los» (2,5). É na medida em que somos capazes de discernir o verdadeiro bem que nos tornamos ricos diante de Deus e sábios diante de nós mesmos e dos outros. É mesmo assim: na medida em que se consegue dar um sentido justo e verdadeiro à riqueza, cresce-se em humanidade e torna-se capazes de partilha.
10. Convido os irmãos bispos, os sacerdotes e, de modo particular, os diáconos, a quem foram impostas as mãos para o serviço aos pobres (cf. At 6,1-7), juntamente com as pessoas consagradas e tantos leigos e leigas que nas paróquias, nas associações e nos movimentos tornam palpável a resposta da Igreja ao grito dos pobres, a viver este Dia Mundial como um momento privilegiado de nova evangelização. Os pobres evangelizam-nos, ajudando-nos a descobrir cada dia a beleza do Evangelho. Não deixemos cair no vazio esta oportunidade de graça. Neste dia, sintamo-nos todos devedores para com eles, para que, estendendo reciprocamente as mãos um ao outro, se realize o encontro salvífico que sustenta a fé, torna eficaz a caridade e habilita a esperança para prosseguir com firmeza pelo caminho em direção ao Senhor que vem.
Vaticano, 13 de junho de 2018
Memória litúrgica de Santo Antônio de Pádua

Francisco

Senhor, é vossa face que eu procuro!