quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Meditando o Evangelho do dia - Cátedra de São Pedro, Apóstolo. Festa

Evangelho (Mt 16,13-19)
Tu és Pedro e eu te darei as chaves do Reino dos Céus.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 16,13-19.


Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?" Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" Simão Pedro respondeu: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo".
Respondendo, Jesus lhe disse: "Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.


Reflexão - Mt 16, 13-19
Os valores que Jesus pregou durante toda a sua vida e que chegaram até nós graças ao trabalho apostólico não podem ser somente objetos do nosso conhecimento, mas precisam ser encarnados na nossa vida e na nossa história. Esses valores precisam de uma mediação institucional para fazer parte da vida das pessoas. Jesus Cristo escolheu como mediação para essa encarnação a Igreja, conforme nos revela o Evangelho de hoje. Deste modo, fica claro para todos nós qual é o papel da Igreja e de todos os seus membros no processo de construção do Reino de Deus, como também a responsabilidade de todos no sentido de procurar fazer com que cada vez mais a Igreja seja fiel aos ensinamentos de Jesus.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Pense nisso!

O amor ao próximo é o tema do Evangelho de hoje. No caminho os discípulos conversavam no intuito de saber qual deles seria o maior, o mais importante, porém o Senhor, conhecendo seus pensamentos, ensina-os que para ser maior no reino dos céus faz-se necessário ser o último na terra, é necessário amar o próximo servindo-o em suas necessidades e recebendo-os como o próprio Cristo. De nada adiantaria uma vida cheia de orações fervorosas se víssemos pessoas sofrendo e nada fizéssemos por elas. Como dizia São Tiago, de nada valerá uma fé sem obras (Tg 2,14).

Meditando o Evangelho do dia - Comece o Dia Feliz!

Evangelho (Mc 9,30-37)

O Filho do Homem vai ser entregue...
Se alguém quiser ser o primeiro, que seja aquele que serve a todos!
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 9,30-37.

Naquele tempo, Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: "O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão, mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará".
Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar. Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: "Que discutíeis pelo caminho?" Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior.
Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: "Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!" Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e abraçando-a disse: "Quem acolher em meu nome uma dessas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas aquele que me enviou".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Mc 9, 30-37
O que faz com que na maioria das vezes não compreendamos corretamente a mensagem de Jesus geralmente são as diferenças que existem entre os nossos interesses e os dele. Enquanto Jesus estava pensando na necessidade da cruz para a realização do Reino de Deus, seus discípulos estavam pensando em um reino com critérios humanos, fundamentado principalmente nas diferenças, nas relações de poder e na hierarquia social, econômica e política. Sempre que não nos colocamos em sintonia com o projeto de Jesus e não colocamos o amor como o critério último das nossas vidas, podemos nos equivocar na compreensão do Evangelho e buscar interpretações que existem muito mais para legitimar os nossos interesses do que para nos conduzir à verdade e ao Reino.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

"Eu tenho fé, mas ajuda a minha falta de fé"

Evangelho do dia - 2ª-feira da 7ª Semana do Tempo Comum

Evangelho (Mc 9,14-29)
'Eu tenho fé, mas ajuda a minha falta de fé.'
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 9,14-29.

Naquele tempo, descendo Jesus do monte com Pedro, Tiago e João e chegando perto dos outros discípulos, viram que estavam rodeados por uma grande multidão. Alguns mestres da Lei estavam discutindo com eles.
Logo que a multidão viu Jesus, ficou surpresa e correu para saudá-lo. Jesus perguntou aos discípulos: "Que discutis com eles?" Alguém na multidão respondeu: "Mestre, eu trouxe a ti meu filho que tem um espírito mudo. Cada vez que o espírito o ataca, joga-o no chão e ele começa a espumar, range os dentes e fica completamente rijo. Eu pedi aos teus discípulos para expulsarem o espírito, mas eles não conseguiram".
Jesus disse: Ó geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando terei de suportar-vos? Trazei aqui o menino". E levaram-lhe o menino. Quando o espírito viu Jesus, sacudiu violentamente o menino, que caiu no chão e começou a rolar e a espumar pela boca.
Jesus perguntou ao pai: "Desde quando ele está assim?" O pai respondeu: "Desde criança. E muitas vezes, o espírito já o lançou no fogo e na água para matá-lo. Se podes fazer alguma coisa, tem piedade de nós e ajuda-nos".
Jesus disse: "Se podes!... Tudo é possível para quem tem fé". O pai do menino disse em alta voz: "Eu tenho fé, mas ajuda a minha falta de fé". Jesus viu que a multidão acorria para junto dele. Então ordenou ao espírito impuro: "Espírito mudo e surdo, eu te ordeno que saias do menino e nunca mais entres nele".
O espírito sacudiu o menino com violência, deu um grito e saiu. O menino ficou como morto, e por isso todos diziam: "Ele morreu!" Mas Jesus pegou a mão do menino, levantou-o e o menino ficou de pé.
Depois que Jesus entrou em casa, os discípulos lhe perguntaram a sós: "Por que nós não conseguimos expulsar o espírito?" Jesus respondeu: "Essa espécie de demônios não pode ser expulsa de nenhum modo, a não ser pela oração".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Mc 9, 14-29
Todos nós queremos dar soluções rápidas para todos os problemas e, por isso, podemos ser surpreendidos porque não conseguimos revolvê-los de forma satisfatória ou eles voltam a acontecer. Isso acontece principalmente porque não paramos para refletir sobre o problema e não buscamos todos os meios necessários para a sua superação. Jesus, antes de realizar o exorcismo, conversou com o pai da criança e exigiu dele uma postura de fé. Depois, chamou a atenção dos discípulos sobre a necessidade da oração. Devemos conhecer profundamente os desafios que nos são colocados no trabalho evangelizador e nos preparar em todos os sentidos para a sua superação.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Homilia Diária

Amar o inimigo é dar Deus a ele!
O melhor de nós é a graça de Deus que está em nós, é o Deus que recebemos...
"Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!" (Mt 5, 44).
Precisamos aprender a medida do amor de Deus. Qual é essa medida? É o amor sem medidas, que se supera, que não para nos ressentimentos, nas mágoas e nos entraves da vida.
A Palavra de Deus hoje nos diz que é muito simples, não precisa ser cristão para amar as pessoas que nos querem bem, é mais simples pra nós amar as pessoas que são mais afetuosas, que falam bem de nós, que fazem bem ao nosso ego, que faz bem a nossa vida.
O desafio é amar quem nos desafia, quem desafia o nosso próprio ser. O desafio é amar quem nos prejudicou, quem nos magoou, quem não nos quer bem, quem falou mal de nós, porque o amor deve ser para todos. Posso até ter um amor mais afetuoso, a quem eu tenho afeto, Jesus tinha, e não há problema nenhum nisto, o que pode é viver o desamor com ninguém.
Jesus está nos ensinando hoje como devemos amar os nossos inimigos, aqueles que não nos fazem bem ou nos perseguem. Você pode dizer: "Eu não tenho inimigos", mas há pessoas que você não tem relações amigáveis, às vezes nos querem mal, nos prejudicam, falam mal de nós.
Como lidar com essas situações? A resposta concreta é dar a elas o melhor de nós. E o que é o melhor de nós? Temos virtudes, qualidades, e elas não são o melhor de nós; o melhor de nós é a graça de Deus que está em nós, é o Deus que recebemos, e é isso que devemos dar para o outro.
Damos Deus às pessoas quando elas dizem "eu preciso muito de Deus", então, rezamos por elas, suplicamos que a graça que está em nós seja comunicada a tais pessoas, é isso que devemos fazer.
Se oramos pelos nossos, pedimos para que Deus os abençoe, não podemos dar outra coisa para aquele que não nos querem bem. Precisamos dar Deus a eles, porque isso vai nos fazer bem. Quando damos Deus ao outro, o Senhor permanece em nós, quebra em nós o ranço, o rancor, o mal estar que muitas vezes fica dentro de nós pelo mal que o outro nos faz, e assim o desmontamos.
Quem nos faz mal pensa, muitas vezes, que vamos reagir de uma forma negativa; ao contrário, respondamos com amor e graça de Deus.
O que o Senhor nos ensina é amarmos com amor sem medida, e se nos faltam forças humanas, que Deus nos dê a graça do Seu amor para amarmos como Ele nos ama, e que Seu amor esteja em nós, porque é assim que devemos amar uns aos outros. É isso que Ele quer e nos ensina a viver.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

Pense nisso!

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: "Vós ouvistes o que foi dito: 'Olho por olho e dente por dente!' Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado!

Meditando o Evangelho do dia - 7º Domingo do Tempo Comum

Evangelho (Mt 5,38-48)
Amai os vossos inimigos.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 5,38-48.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: "Vós ouvistes o que foi dito: 'Olho por olho e dente por dente!' Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda!
Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado. Vós ouvistes o que foi dito: 'Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!' Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos. Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito!"
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

COMUNICADO:

A Paróquia de Nossa Senhora dos Aflitos, comunica a todos os pais e padrinhos de batismo, que neste domingo, dia 19 de fevereiro, os batizados começarão PONTUALMENTE às 8 horas, em virtude de realização de evento da RCC na Igreja Matriz. Agradecemos antecipadamente a compreensão de todos.

Paróquia de Nossa Senhora dos Aflitos - Jardim de Piranhas

Programação do final de semana (18 e 19/02/2017) da Paróquia de Nossa Senhora dos Aflitos:
Sábado, às 18h, catequese de adultos na Casa de Catequeses;
Às 19h, Missa na Capela de Nossa Senhora do Rosário.
Domingo, às 7h e às 19h, Missa na matriz;
Às 8h, batizados na matriz;
Às 9h, Missa na Capela de Santa Cecília.
Celebrante: Pe. Edson Medeiros de Araújo

Ensinamentos do Papa Francisco!

Card. Baldisseri: necessária maior preparação ao matrimônio!
Cidade do Vaticano (RV) – É necessário dar vida a "um novo catecumenato em preparação ao matrimônio", como antídoto ao multiplicar-se de celebrações do Sacramento "nulas ou inconsistentes".
A proposta formulada em 21 de janeiro pelo Papa Francisco durante a audiência ao Tribunal da Rota Romana, foi retomada e relançada nos dias passados pelo Cardeal Lorenzo Baldisseri em Terni, Itália, durante um encontro sobre a Amoris laetitia, realizado no âmbito das celebrações de São Valentim.
Para apresentar os conteúdos da Exortação Apostólica, o Secretário Geral do Sínodo dos Bispos escolheu uma chave de leitura (sintetizada no tema da conferência "Chamados à alegria do amor") particularmente pertinente à experiência dos casais que se preparam para celebrar o matrimônio.
Uma experiência – recordou o Cardeal – que conduz os jovens a compreender melhor "a beleza do projeto que são chamados a realizar com alegria e humildade, conscientes da sua fragilidade e confiantes no poder da graça que os acompanha e sustenta".
Não por acaso, após um meticuloso exame de algumas seções do documento, Baldisseri insistiu, em modo particular, no conteúdo do Capítulo 6, onde são oferecidas aos noivos indicações úteis para "aproximarem-se ao grande mistério do amor conjugal e familiar".
Especificamente, a atenção do purpurado é dirigida aos itinerários de acompanhamento para o matrimônio, animados pela comunidade cristã. Com a recomendação de não limitar-se a "uma série de encontros temáticos onde a preocupação que prevalece é a de comunicar noções, dar sugestões, fornecer indicações", mas sim, de realizar "um caminho de autêntica iniciação ao Sacramento do Matrimônio, cuja preparação poderia consistir em encontros entre famílias missionárias e jovens casais, para a troca de ideias e vivência de experiências".
Da vivência com outros casais e com agentes pastorais, nascem sustento e enriquecimento recíproco, mas – advertiu o Cardeal – podem emergir também "divergências que às vezes dizem respeito à questões de fundo: por exemplo, sobre o modo de entender o projeto de vida comum, as perspectivas de trabalho, a educação dos filhos, a relação com os parentes do (a) parceiro (a)".
Deve ser levada em consideração, portanto, a possibilidade de se "dar conta de que não é razoável insistir naquela relação" e "estar prontos, até mesmo, em adiar as núpcias", quando viessem à tona "pontos não suficientemente aprofundados dentro do casal".
Em substância, é importante que os noivos compreendam que "o sentimento amoroso e a atração" não são suficientes para superar os obstáculos. E "nesta missão delicada, desempenham um papel fundamental os sacerdotes, especialmente no momento em que encontram juntos e individualmente" os casais.
Deles se espera "uma pedagogia do amor" que "que leve efetivamente em consideração os jovens de hoje" e ofereça também "pontos de referência precisos e concretos, aos quais se possa recorrer nos momentos mais difíceis, como lugares, pessoas, consultores e casas abertas".
Nasce precisamente da exigência de "tornar sempre mais eficazes os itinerários" formativos, a proposta de fazê-los tornar "parte integrante de todo o procedimento sacramental matrimonial", assim como ocorre no Batismo de adultos, no qual "o catecumenato é parte do processo sacramental".
Um desejo expresso pelos Padres sinodais e reiterado pelo Pontífice no recente discurso à Rota Romana, junto ao convite para "acompanhar os jovens esposos nos primeiros anos de vida conjugal", para evitar que abandonem a vida comunitária cristã e enfrentem sozinhos os primeiros importantes desdobramentos da experiência familiar, como o nascimento dos filhos.
Ao concluir, o Secretário Geral do Sínodo dos Bispos confirmou a "acolhida muito positiva" e "o amplo consenso" que a Amoris laetitia suscitou na Igreja em todo o mundo, sobretudo pela sua "capacidade de resposta às expectativas presentes no coração do homem". E destacou a ligação entre a Exortação Apostólica e o próximo Sínodo dos Bispos programado para outubro de 2018 sobre o tema: "Os jovens, a fé e o discernimento vocacional". Uma ligação construída na íntima "correlação entre jovens, escolhas vocacionais e família", que o purpurado descreveu recorrendo a três palavras-chaves contidas no documento pós-sinodal: "alegria, discernimento, acompanhamento".
(L'Osservatore Romano – JE)

Meditando o Evangelho do dia - Sábado da 6ª Semana do Tempo Comum

Evangelho (Mc 9,2-13)
Transfigurou-se diante deles.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 9,2-13.

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar. Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus. Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: "Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias". Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo. Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!" E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles. Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos. Eles observavam esta ordem, mas comentavam entre si o que queria dizer "ressuscitar dos mortos". Os três discípulos perguntaram a Jesus: "Por que os mestres da Lei dizem que antes deve vir Elias?" Jesus respondeu: "De fato, antes vem Elias, para pôr tudo em ordem. Mas, como dizem as Escrituras, que o Filho do Homem deve sofrer muito e ser rejeitado? Eu, porém, vos digo: Elias já veio, e fizeram com ele tudo o que quiseram, exatamente como as Escrituras falaram a respeito dele".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Mc 9, 2-13
A transfiguração nos mostra que Jesus, verdadeiro homem, vive todas as dimensões da existência humana, ou seja, da glória até o sofrimento e a morte. No alto do Monte Tabor, a sua glória torna-se manifesta, porém Jesus está diante de Moisés e Elias, ou seja, diante de todas as profecias que foram feitas em relação a ele, principalmente as que se referem à sua morte e ressurreição. E Jesus nos mostra que a verdadeira realização humana encontra-se em fazer a vontade de Deus, ou seja, amar até o fim. A morte de cruz foi colocada pelos homens como condição para que Jesus amasse até o fim, e Jesus não fugiu do seu compromisso, nos mostrando que é perfeitamente possível cumprir a vontade do Pai até o fim.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Meditando o Evangelho do dia - Santos Fundadores dos Servitas - 6ª-feira da 6ª Semana do Tempo Comum

Evangelho (Mc 8,34–9,1)
Quem perder a sua vida por causa de mim
e do Evangelho, vai salvá-la.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 8,34-9,1.
 
Naquele tempo, chamou Jesus a multidão com seus discípulos e disse: "Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho vai salvá-la.
Com efeito, de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perde a própria vida? E o que poderia o homem dar em troca da própria vida? Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras diante dessa geração adúltera e pecadora, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória do seu Pai com seus santos anjos". Disse-lhes Jesus: "Em verdade vos digo, alguns dos que aqui estão não morrerão sem antes terem visto o Reino de Deus chegar com poder".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Mc 8, 34 - 9,1
O Evangelho de hoje nos mostra um significado fundamental para entendermos o mistério da cruz. Jesus diz: "renuncie a si mesmo e tome a sua cruz". A cruz significa antes de tudo não ser mais nada para si e ser tudo para os outros. De fato, Jesus no alto da cruz já não tinha nada que fosse seu, a não ser a sua própria vida, e até ela nos é dada conforme ele mesmo nos diz: "Ninguém tira a minha vida, eu a dou livremente". Mas esse fato é o coroamento de toda a vida de Jesus que não se apegou ciosamente à sua condição divina, mas se fez homem, obediente até a morte e morte de cruz, vivendo totalmente para servir ao seu Pai e aos seus irmãos e irmãs, numa total oblação.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

"E vós, quem dizeis que eu sou?" (cf. Mc 8,27-33)

Toda resposta pressupõe uma atitude. O bem que desejamos para nós e para o outro é mais que um sentimento, é uma postura. Dai-me, Senhor, a graça de retribuir todo amor que recebo ao longo do caminho, não palavras, mas com a vida.
Bom dia!
Bruno Araújo, padre.

Meditando o Evangelho do dia - 5ª feira da 6ª Semana do Tempo Comum

Evangelho (Mc 8,27-33)
Tu és o Messias...
E começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 8,27-33

Naquele tempo, Jesus partiu com seus discípulos para os povoados de Cesareia de Filipe. No caminho perguntou aos discípulos: "Quem dizem os homens que eu sou?"
Eles responderam: "Alguns dizem que tu és João Batista; outros que és Elias; outros, ainda, que és um dos profetas". Então ele perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" Pedro respondeu: "Tu és o Messias".
Jesus proibiu-lhes severamente de falar a alguém a seu respeito. Em seguida, começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias. Ele dizia isso abertamente.
Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo. Jesus voltou-se, olhou para os discípulos e repreendeu a Pedro, dizendo: "Vai para longe de mim, Satanás!" Tu não pensas como Deus, e sim como os homens".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Mc 8, 27-33
A resposta que damos à pergunta que Jesus faz aos discípulos e a cada um de nós no Evangelho de hoje mostra principalmente o significado que ele tem em nossas vidas e exige coerência no relacionamento que nós temos com ele. Para Pedro, Jesus é o Messias, o enviado de Deus, o Ungido, o Salvador, mas Pedro é incoerente no relacionamento, pois não quer submeter-se a ele e aceitar os caminhos da salvação. Assim também acontece conosco: dizemos que Jesus é amor, mas não amamos; que é Deus, mas não o servimos; que é o enviado do Pai, mas não o ouvimos; que é nosso irmão, mas não criamos fraternidade.