terça-feira, 3 de outubro de 2017

Não tenhas medo, nós temos ouvido que Deus está convosco!

Os Mártires de Cunhaú e Uruaçu com sua atualidade

Pe. Matias Soares2 (Cacilda Medeiros) (15)
Por Pe. Matias Soares, do clero da Arquidiocese de Natal, estudando em Roma

O Santo Padre, o Papa Francisco, anunciou, depois do consistório realizado no dia 20 de Abril de 2017, a Canonização dos protomártires do Brasil: "o sacerdote português Ambrósio Francisco Ferro e André Soveral, além do leigo Mateus Moreira e outros 27 companheiros, serão canonizados em 15 de outubro próximo pelo Papa Francisco, na Basílica de São Pedro. Os martírios tiveram lugar no Rio Grande do Norte, a 16 de julho de 1645, nas perseguições anticatólicas do século XVII, por tropas holandesas calvinistas e índios potiguares. Conhecidos como mártires de Cunhaú e Uruaçu foram beatificados no ano 2000. Eles estavam participando da missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú, no município de Canguaretama (RN). Três meses depois, em 03 de outubro de 1645, houve o massacre de Uruaçú. Padre Ambrósio Francisco Ferro foi torturado e o camponês Mateus Moreira, morto” (Cf. ZENIT).
Esse acontecimento é importantíssimo para toda a Igreja do Brasil, conferido pelo princípio da sua catolicidade eclesial. Somos uma única Igreja e professamos uma única fé apostólica. Falar deste martírio a partir do Rio Grande do Norte, conferi-lhe uma valoração espacial, mas a sua temporalidade o coloca no pináculo da experiência cristã como mais um testemunho de amor à verdade, que é Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje e sempre (Hb 13,8), para toda a Igreja, como aconteceu na trajetória da confirmação de tantos outros cristãos que consagraram sua vida a Deus, até o fim, por causa do seu amor a Jesus Cristo e à sua Igreja. A partir de algumas meditações pessoais, desejo trazer três elementos que me parecem relevantes para a atualização da mensagem do martírio para a nossa vida eclesial. São eles, a saber: a) testemunho de fé; b) profetismo; e c) amor à eucaristia.
O testemunho de fé: a palavra mártir (do grego: martiria) significa testemunha. Para o cristianismo, o mártir é sempre alguém que vive a radicalidade da fé; ou seja, oferece a sua vida a Deus pela confiança que tem na verdade revelada na pessoa de Jesus Cristo. Mais recentemente, com João Paulo II, a Igreja considerou a própria experiência ecumênica a partir do martírio de quaisquer cristãos, e agora mais enfaticamente com o Papa Francisco, em lugares de missão em que cristãos conjuntamente dão a vida pela fé em Jesus Cristo. É o chamado ecumenismo de sangue. Existe a centralidade da experiência da fé em Jesus Cristo. Não tem configuração ideológica, mas cristocêntrica e de autêntica mística cristã. A experiência martirial destes nossos irmãos, no passado e no presente, deve ser lida contextualmente. Ela está bem situada e precisa ser interpretada a partir de uma situação, como já foi posto na introdução e que é referencial para que, progressivamente, reafirmemos este testemunho. O que podemos ter de mensagem atual deste fato é que as comunidades verdadeiramente cristãs professam a fé num único Salvador e que, por isso, o respeito e o diálogo precisam fazer parte de todas as comunidades cristãs, tanto no Rio Grande do Norte e no Brasil, como em todos os lugares onde os cristãos estiverem vivendo e testemunhando a sua fé.
O profetismo: sem amor à verdade, não há profetismo. Este pensamento sempre deveria acompanhar a vida do cristão consciente da sua fé. A maioria dos primeiros cristãos tinha essa convicção. A Igreja no decorrer dos séculos, reconheceu o significado desta obstinação na composição da identidade de quem era realmente cristão. Não pretendo entrar nas individualidades, mas tentemos fazer a leitura da história da Igreja, tendo como referênciais os santos e os mártires. Podemos perceber que existe uma linha transversal que norteia e define as suas vidas: o amor ao Evangelho. Nele está contida a plenitude da Revelação de Deus. A Encarnação e a Páscoa de Jesus Cristo são a sua síntese, que dão sentido não só a sua história, como também à nossa história. Os mártires e santos encarnam essa profissão de fé. Fazem dela a sua vida. Por isso, vivem a palavra e morrem para testemunhar a sua adesão à vontade do Pai. O martírio, desta forma, torna-se a mais sublime proeza do discipulado e do seguimento de Jesus Cristo (Cf. Mc 8,34-35). Essa mensagem passa a ser profetismo porque, sem amor a essa verdade, não existe possibilidade de transformação da realidade. A experiência martirológica passa a ser pascal; ou seja, tudo o que é sinal de morte e injustiça torna-se meio de vida e justiça. A partir do amor a Deus e à sua verdade, todas as coisas precisam ser transformadas. Por causa do amor a Jesus Cristo, o testemunho do martírio faz ver que algo novo pode reluzir na história pessoal, na sociedade e na criação.
O amor à eucaristia: "louvado seja o santíssimo sacramento"! Esta exclamação demarcou o que eles preservavam no coração. O amor eucarístico é outra mensagem, sempre atual dos protomártires. A eucaristia faz a Igreja. Diante de seus algozes, os sacerdotes e demais fiéis, tanto em Cunhaú, como em Uruaçu, continuaram firmes na sua convicção da fé na eucaristia. Num Mundo que passa por uma profunda crise de fé, com sua desertificação espiritual, tanto dentro como fora da Igreja, onde a mistagogia sacramental precisa ser redescoberta, tendo como base a teologia dos santos Padres com suas catequeses, o testemunho destes mártires tem muito a nos ensinar. A eucaristia é o fundamento indispensável da fé da Igreja. É mistério da nossa fé. Não pode ser coisificada, nem usada instrumentalmente. Ela é forma particular e universal da vida da Igreja. A teologia pre-conciliar redescobriu com De Lubac e Pio XII essa atenção mistagógica que necessariamente precisa ser conferida à eucaristia, em continuidade com toda a tradição viva da Igreja. O Concilio Vaticano II reafirmou e novas reflexões magisteriais, com Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI foram desenvolvidas nesta linha. A beleza mistificadora e performativa da vida da Igreja precisa ser aprimorada cada vez mais, à luz da contemplação e aceitação incondicional do que é a eucaristia para a vida da Igreja e para cada um de nós.
Por fim, com a Canonização, como as comunidades cristãs, fiéis, paróquias, Arquidiocese, província eclesiástica do RN e Igreja do Brasil, podem aprofundar a mensagem dos protomártires para o fortalecimento da nossa caminhada eclesial e missionária? É muito importante que não nos esqueçamos de colocar este acontecimento dentro de situações, contextos eclesiais bem definidos para este momento; como também para o que esperamos num futuro. As potencialidades que surgirão com esta Canonização serão muitíssimas. Elas podem ser missionárias, ecumênicas, eclesiais, políticas, econômicas… Qual será a escolha que será feita? Como será elaborado o plano de ação para que os lugares dos martírios sejam, de fato e concretamente, lugares de evangelização e fortalecimento da fé do povo de Deus, na Igreja Particular de Natal, para o Brasil e para o Mundo? Permitam-me deixar, por fim, estas questões para que a mensagem dos protomártires do Brasil continue a ser atual e fiel à mensagem do Evangelho e da vida da Igreja. Assim o seja!

Conheça a história dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, no RN

Monumento aos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante, no RN  (Foto: Wagner Varela )Em 1645 moradores de São Gonçalo do Amarante resistiram aos holandeses.
Mais de 80 pessoas foram mortas e 30 vítimas beatificadas pelo papa.
Monumento aos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante, no RN (Foto: Wagner Varela)
 
A cultura religiosa nas cidades de São Gonçalo do Amarante e Canguaretama, no interior do Rio Grande do Norte, está fortemente ligada à figura dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu. Também conhecido como Protomártires do Brasil, este é o título dado aos cristãos martirizados nos dois municípios em 1645 em decorrência das invasões holandesas no Brasil. Mais de 80 fiéis da Igreja Católica foram mortos; destes, 30 foram martirizados pelo papa.
O primeiro massacre aconteceu na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho de Cunhaú, em Canguaretama; O segundo em Uruaçu, comunidade do município de São Gonçalo do Amarante.
Tudo começou quando os holandeses tomaram a iniciativa de invadir o nordeste brasileiro para cobrar as dívidas dos portugueses que construíram engenhos com dinheiro emprestado pela Holanda.
Cunhaú
O massacre de Cunhaú, ocorrido no primeiro engenho construído em território potiguar, é considerado um dos mais trágicos da história do Brasil. Em 1645, o estado do Rio Grande (católico) era dominado pelos holandeses (calvinistas). Jacob Rabbi, um alemão a serviço do governo holandês, chegou ao engenho no dia 15 de julho daquele ano. Porém, ele já era conhecido pelos moradores da região, pois havia passado por lá anteriormente, sempre escoltado pelas tropas dos índios Tapuias. No dia seguinte, como de costume, os fiéis se reuniram para celebrar a eucaristia e foram à missa na Igreja de Nossa Senhora das Candeias. O pároco, padre André de Soveral, começa a cerimônia. Depois do momento da elevação do Corpo e Sangue de Cristo, as portas da capela foram fechadas, dando-se início a violência ordenada por Jacob.
Uruaçu
O massacre de Uruaçu aconteceu no dia 3 de outubro de 1645, três meses depois do ocorrido em Cunhaú, também a mando de Jacob Rabbi. Dizem os cronistas que, logo após o primeiro massacre, o medo se espalhou pela Capitania. Receosa, a população tinha medo que novos ataques acontecessem. Segundo a história, neste segundo massacre as tropas usaram mais crueldade. Depois da elevação, fecharam as portas da igreja e os fiéis foram mortos ferozmente. As vítimas tiveram as línguas arrancadas para que não fossem proferidas orações católicas. Além disso, tiveram braços e pernas decepados. Crianças foram partidas ao meio e degoladas. O celebrante da missa, o padre Ambrósio Francisco Ferro, foi muito torturado. O camponês Mateus Moreira teve o coração arrancado. E, ainda vivo, exclamou: "Louvado seja o Santíssimo Sacramento".
Beatificação
Em reconhecimento ao feito dos Mártires de Uruaçu, em 16 de junho de 1989 o processo de beatificação foi concedido pela Santa Sé. Em 21 de dezembro de 1998 o papa João II assinou o decreto reconhecendo o martírio de 30 brasileiros, sendo dois sacerdotes e 28 leigos.
A celebração de beatificação aconteceu na Praça de São Pedro, no Vaticano, no dia 5 de março de 2000. A cerimônia religiosa foi presidida pelo papa João Paulo II. No Local do Massacre foi erguido o Monumento dos Mártires em memória dos Bem-Aventurados. O espaço é aberto aos turistas e religiosos, e a cada mês de outubro recebe centenas de fiéis de todas as partes que acompanham as celebrações e festividades em homenagem aos mortos.
Homenagem
Em homenagem ao morticínio, foi erguido um monumento na localidade de Uruaçu, próximo aonde ocorreu o martírio, denominado 'Monumento aos Mártires', que foi inaugurado no dia 05 de dezembro de 2000 com a presença de aproximadamente 15 mil pessoas, incluindo diversas autoridades eclesiásticas e governamentais.
O local abrange uma área de dois hectares, doada pela família Veríssimo, proprietária da fazenda. O Monumento aos Mártires foi projetado pelo arquiteto Francisco Soares Junior, tendo capacidade para receber 20 mil peregrinos. Atrás do palco há um painel medindo 30 metros. O Capelão do monumento é o Padre Antônio Murilo de Paiva.
A cidade se encontra receptivo a todos que buscam reafirmar sua fé, conhecendo o local que foi palco de um grande massacre. No dia 03 de outubro é feriado estadual em comemoração ao Dia dos Mártires de Uruaçu e Cunhaú, segundo Lei Nº 8.913/2006.

Acendamos em nós o fogo da graça!

Para que tenhamos Deus e possamos viver na graça, repreendamos o fogo do mal e deixemos que o fogo da graça esteja aceso em nós. "Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los? Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os" (Lucas 9, 54).
A atitude dos discípulos de Jesus, sobretudo Tiago e João, pedindo que descesse fogo do Céu para destruir aquele povoado dos samaritanos, mostra um coração humano sedento de vingança, ressentido, magoado, porque não foram acolhidos, recebidos nem amados como esperavam ser.
Assim é também a atitude do nosso coração humano quando não somos acolhidos nem amados, quando não somos correspondidos naquilo que nós queremos, sobretudo, quando somos desprezados.
Ao longo da nossa história, passamos por tantas situações em que queríamos ser amados, mas não o fomos suficientemente; pelo contrário, muitas vezes, somos até rejeitados, traídos, magoados e machucados onde esperávamos o melhor.
O contrário também acontece, pessoas também ficam magoadas, chateadas conosco quando esperam de nós melhores atitudes, mas não demos o melhor de nós.
O que nasce no coração humano? Um fogo. Primeiro um foguinho, depois, esse fogo cresce, e, assim, a mágoa, o ressentimento e o rancor. À medida que esse fogo é cultivado, ele se torna ódio, um sentimento muito negativo. Sai até fogo da nossa boca quando estamos com raiva de alguém, quando estamos magoados, ressentidos ou odiando alguém! Sai um fogo de destruição da nossa boca; e, muitas vezes, estamos lançando esse fogo uns contra os outros, falando o mal, disseminando o mal, estamos como verdadeiras labaredas de fogo disseminando a nossa vingança, o nosso ressentimento ou a nossa mágoa para com o outro.
Qual é a atitude de Jesus senão repreender Seus discípulos? Na verdade, Ele repreende não os discípulos pelos discípulos, mas a atitude deles, o sentimento de vingança deles, repreende aquilo que eles estão cultivando dentro do coração.
Jesus está nos dizendo: é preciso repreender esse sentimento e esse fogo que temos dentro de nós, que é destruição do próximo. É preciso repreender a mágoa, o ressentimento e o ódio que, muitas vezes, cultivamos dentro de nós, porque não só destruímos o outro, mas destruímos nós mesmos, nossa convivência cristã, nossa relação com Deus e a nossa pureza.
O fogo que precisamos dentro de nós é o fogo do Espírito, e não o fogo do ódio, da mágoa ou do ressentimento. Precisamos repreender esse fogo, porque ele é do inferno, é maldito e, muitas vezes, está aceso dentro de nós, clamando dia e noite, tirando o nosso sono, a nossa paz, alimentando fantasias e devaneios dentro de nós, colocando-nos uns contra os outros.
Para que tenhamos paz, para que tenhamos Deus e possamos viver na graça, repreendamos o fogo do mal e deixemos que o fogo da graça esteja aceso em nós.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

#minisermao (03/10/17)

Seja determinado em suas decisões e moderado em suas reações; este equilíbrio vital promove a serenidade e a paz.
Certa ocasião, Jesus tomou a firme decisão de ir para Jerusalém; para isso, mandou alguns discípulos a frente para preparar o caminho e eles foram preparar um lugar na Samaria, onde eram de uma religião um pouco diferente, e sabendo que era Jesus um judeu que iria ficar ali, eles não acolheram. E então, Tiago e João, de maneira muito forte, queriam uma repreensão, uma reação exemplar e Jesus foi moderado, Ele tomou uma firme decisão, mas foi moderado e moderou nos discípulos a reação. (Lc 9,51-56)
Pe. Joãozinho,Scj

Comece o seu dia mais feliz meditando o Santo Evangelho - 3ª-feira da 26ª Semana do Tempo Comum

A Igreja recorda hoje os Santos Veríssimo, Máxima e Júlia, mártires, +303, os Beatos André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, presbíteros, e Mateus Moreira, mártires, +1645, S. Francisco de Borja, presbítero, +1572, Santa Maria Josefa Rossello, religiosa, +1880
Evangelho (Lc 9,51-56)

Ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 9,51-56.

Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, a fim de preparar hospedagem para Jesus. Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?” Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. E partiram para outro povoado.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.


Reflexão - Lc 9, 51-56 
A mentalidade dos homens é bem diferente da mentalidade de Deus e o Evangelho de hoje nos mostra muito bem essa verdade. Deus não abandona o homem ao poder do pecado e da morte, mas vem em seu socorro através do seu próprio Filho que, com sua morte, destrói o pecado e a morte, e conquista para todos nós a vida. Os apóstolos agem de maneira completamente diferente. Diante da resistência do povo da Samaria em receber Jesus, querem que caia fogo do céu e devore a todos. Os homens querem punição e morte, enquanto Deus quer misericórdia e vida.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Assim diz o Senhor: Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei!

O Senhor deu uma ordem aos seus anjos, para em todos os caminhos te guardarem!

#minisermao (02/10/17)

Cultive a criança que existe em você; amadureça sem perder a inocente capacidade de ver anjos. Nosso problema é que deixamos de ser crianças; nós ficamos mais que adultos, ficamos adulterados; perdemos a inocência da origem, aquela face angelical, aquela capacidade de acreditar, de confiar, de pedir colo; aquela carência sincera e original. Crianças tem mil defeitos e estes nós superamos com o amadurecimento, mas tem mil qualidades que a vida não tem o direito de adulterar. (Mt 18,1-5.10)
Pe. Joãozinho, Scj

Invoquemos os Anjos da Guarda no combate espiritual!

Consagremo-nos aos nossos anjos e, sobretudo, procuremos levar uma vida pura, santa, honesta e correta. "Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus" (Mateus 18, 10).
Hoje, celebramos a Festa dos Santos Anjos da Guarda. Veja que maravilha, cada um de nós tem um anjo custódio, um anjo guardião, um anjo protetor, uma presença única e personalizada de Deus.
A proteção caminha conosco desde o momento em que somos concebidos no ventre de nossa mãe. Desde o momento da concepção, ganhamos uma alma, uma existência e um protetor eterno, que é nosso Anjo da Guarda.
O Anjo da Guarda é o anjo de Deus, o selo e a presença d'Ele no meio de nós; é a graça do Senhor agindo e atuando em nossa vida.
Precisamos ser como as crianças para entender, contemplar e viver essa dimensão maravilhosa da presença dos anjos no meio de nós. A criança representa a pureza, e os anjos são espíritos puros, que representam toda a pureza de Deus no meio de nós.
Quanto mais puros formos, mais tocamos na presença angelical na nossa vida. Quanto mais procurarmos nos purificar, mais nossos anjos serão nossos companheiros e amigos, mais caminharão ao nosso lado. Podemos desprezá-los, mas eles não nos desprezam; podemos ignorar a presença deles, mas eles estão no meio de nós. Podemos cultuar e orar com eles, contar com eles e invocá-los, para que caminhem conosco.
Duas coisas são importantes quando celebramos a memória dos Anjos da Guarda. Primeiro, é preciso ter a consciência espiritual, a consciência mística da nossa relação com Deus. Se não cultivarmos vida espiritual, vida de oração e relação com Deus, não cultivaremos a amizade com nossos anjos. É no contexto da vida espiritual, da vida de oração que podemos ter relação de proximidade e intimidade com nossos companheiros, que são os nossos Anjos da Guarda.
A segunda coisa é procurar levar uma vida na santidade. Somos pecadores, e os anjos são nossos companheiros, que nos ajudam no combate contra o mal e o pecado. Eles são luzes de Deus, o farol e a graça divina para nos manter na retidão de vida.
Invoquemos os Anjos da Guarda no combate espiritual, no combate às tentações. Consagremo-nos aos nossos anjos e, sobretudo, procuremos levar uma vida pura, santa, honesta e correta. É dessa forma que estabeleceremos comunhão com esses companheiros sagrados, que são presentes de Deus para nossa vida.
Deus abençoe você.
Padre Roger Araújo

Comece o seu dia mais feliz meditando o Santo Evangelho - Santos Anjos da Guarda. Memória

Evangelho (Mt 18,1-5.10)

Os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 18,1-5.10

Naquela hora, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Quem é o maior no Reino dos Céus?" Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse: "Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Mt 18, 1-5.10
Este trecho do Evangelho que nos é proposto pela Igreja na comemoração da memória dos santos Anjos da Guarda é um paralelo ao trecho que meditamos ontem, porém nos apresenta um acréscimo muito importante, que não podemos desconsiderar: a assistência que Deus concede a todos os que são pequenos e a necessidade que existe de valorizarmos aqueles que são os desvalidos do mundo, pois os seus anjos no céu vêem sem cessar a face de Deus. Devemos receber em nome de Jesus todas as crianças, assim como todos os demais desvalidos e excluídos da sociedade para recebermos o próprio Cristo, presente neles.

domingo, 1 de outubro de 2017

Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, fazei-me conhecer a vossa estrada!

O Reino de Deus acontece em nós quando nos convertemos!

O Reino de Deus, acontece dentro do coração de cada um de nós, quando as nossas obras testemunham o amor de Deus. "Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus" (Mateus 21, 31).
No Evangelho de hoje, Jesus chama à atenção aqueles que ouvem Sua Palavra, mas não se convertem nem se convencem. Ele conta a parábola do filho que diz: "Estou aqui, vou fazer", mas no fim não faz. O outro filho do Evangelho de hoje, no primeiro momento, não se coloca à disposição para fazer o que o pai está pedindo, mas, depois, ele repensa sua atitude e muda sua opinião, sua convicção, sua vontade, e vai fazer a vontade do pai.
Não basta termos aparência de fazer e querer fazer o bem, não basta ter a aparência de que estamos na igreja, fazendo as coisas de Deus, mas não realizarmos o Reino de Deus dentro de nós, porque vivemos de aparências e, facilmente, damos respostas que não comprometem a nossa vida, demonstramos ser uma coisa e fazemos outra coisa.
O processo de conversão acontece dentro do nosso coração, por isso nem tudo que aparenta ser, de fato, é; nem tudo que demonstra ser de Deus é d'Ele. Nem todo aquele que fala do Senhor está a serviço d'Ele. Nem todo aquele que está trabalhando para o Reino de Deus, que está fazendo essa ou aquela obra, de fato, está trabalhando para o Reino, porque este acontece dentro do coração de cada um de nós.
Quando nossas obras e nossos trabalhos testemunham o amor de Deus que está em nós, deixamo-nos convencer e converter, pois, de fato, a Palavra de Deus cai em nosso coração e produzimos frutos.
Muitas vezes, olhamos para as pessoas, para as situações e achamos que elas estão perdidas, que não valem nada, estão afastadas de Deus. Mas, na realidade, há nelas, sem que nós conheçamos, um esforço, uma luta por uma conversão e por uma mudança de vida.
"Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus", porque, muitas vezes, quem nós achamos que são pecadores e perdidos, estão muito mais sensíveis à graça de Deus do que nós que estamos no caminho, que nos sentimos convertidos, que "já somos da igreja" e perdemos a sensibilidade para com a graça de Deus e para com Seu Reino.
Precisamos nos converter e converter por Deus a cada dia!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

#minisermao (01/10/17)

As palavras comovem, mas apenas as intenções movem; nem sempre somos coerentes; Deus vê o coração. Jesus contou a história de duas pessoas incoerentes; o primeiro disse: "Eu vou" e não foi; o segundo disse: "Eu não vou" mas acabou indo; e o Mestre preferiu esta segunda atitude, de quem disse nas palavras que não ia, mas o coração dizia: "Vai" e ele acabou indo; é incoerente, mas é verdadeiro porque o que nos move mesmo é a intenção do coração e Deus julga não a partir de aparências, mas a partir do que está lá dentro de nós. Por isso, mesmo que a gente diga com as palavras: "Não vou" siga mesmo é a voz do seu coração. (Mt 21,28-32)
Pe. Joãozinho, Scj

Comece o seu dia mais feliz meditando o Santo Evangelho - do 26º Domingo do Tempo Comum

Anúncio do Evangelho (Mt 21,28-32)

Arrependeu-se e foi. Os cobradores de impostos e as prostitutas vão entrar antes de vós no Reino do céu.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 21,28-32.

Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do povo: "Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: 'Filho, vai trabalhar hoje na vinha!' O filho respondeu: 'Não quero'. Mas depois mudou de opinião e foi.
O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: 'Sim, senhor, eu vou'. Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?'" Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: "O primeiro".
Então Jesus lhes disse: "Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.