sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Vivamos preparados para o encontro com o Senhor!

É importante, a cada dia, irmos ao encontro do Senhor, porque todos os dias Ele vem ao nosso encontro. "Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento e a porta se fechou" (Mateus 25, 10).
A Igreja é a noiva de Jesus Cristo Nosso Senhor e Salvador. Todos nós que fazemos parte da Igreja somos o povo de Deus e também a "noiva", que está a caminho do encontro com o Noivo. Ele preparou um banquete para nós, mas, mais do que o banquete, Ele nos preparou as núpcias eternas, e seremos para sempre d'Ele. Essa realidade deve nortear a nossa vida. Ao mesmo tempo, deve encher de alegria, esperança e ânimo o nosso olhar.
Pertencemos a Deus e seremos para sempre d'Ele, mas não podemos ficar esperando a morte, não podemos esperar ir para a outra vida. Só iremos para a vida eterna, a vida das núpcias eternas com Deus, se, nesta vida, vivermos como noivos, preparados para esperar, definitivamente, o noivo que virá ao nosso encontro.
É muito importante não vivermos do improviso, dando aquele "jeitinho" que todo mundo dá para as coisas. É importante estarmos preparados a cada momento; é importante, a cada dia, irmos ao encontro do Senhor, porque, todos os dias, Ele vem ao nosso encontro.
Às vezes, chamamos uma pessoa para participar de uma coisa, mas, quando vai ter algo importante na Missa, dizemos: "Não dá para ir. Não estou bem. Não estou preparado". São as desculpas que nós inventamos.
Há pessoas que vivem de dar e inventar desculpas, de fazer de sua vida uma eterna desculpa. Uma hora, é uma dor aqui e depois acolá; outra hora, uma coisa está bem e outra hora uma coisa não está certa. Na vida, todos nós temos dificuldades, problemas e situações, mas nós precisamos, a cada dia, resolver esses problemas. Não podemos deixar para depois, "a deus dará", quando o tempo der e assim por diante. Há um tempo para cada coisa, mas é verdade que, a cada tempo, precisamos viver o melhor. Não podemos viver improvisando o tempo, improvisando as nossas coisas, não podemos viver à mercê de quando dará certo e de quando estivermos bem. Não sabemos quando estaremos bem, mas pode ser que, hoje mesmo, tenhamos de dar conta da nossa vida a Deus.
Não dá para dizer assim: "Senhor, eu não estava bem hoje". Para Deus, para o amor, precisamos estar prontos a cada dia e a cada momento, com as nossas fragilidades e dificuldades, nossas lutas diárias, mas o mais importante é viver, a cada dia, como se nós tivéssemos de nos apresentar ao noivo, Aquele que vem para nos levar às núpcias eternas com Ele.
Vigiemos e vivamos preparados para ir ao encontro do Senhor!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

#minisermao (01/09/17)

Deus provê a quem prevê! A Divina Providência pede nossas humanas providências. O previdente prepara com antecedência. Será que Jesus se contradisse quando falou que não devemos nos preocupar com o dia de amanhã? Mas criticou as virgens imprudentes, que não levaram óleo suficiente e ficaram de fora da festa; aquelas prudentes levaram óleo suficiente e puderam entrar na festa e ficar até o fim. Não, Jesus não se contradisse. Porque nós não devemos nos preocupar com o dia de amanhã, mas preparar o dia de amanhã. Deus nos olha com o olhar favorável, mas a providência divina nos dá a capacidade de providenciar, humanamente, o que é necessário. (Mt 25,1-13‬)
Pe. Joãozinho, Scj

Comece o seu dia mais feliz meditando o Santo Evangelho - Sto. Afonso Maria de Ligório BDr, memória

Evangelho (Mt 25,1-13)

Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13,36-43.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: "O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes. As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. O noivo estava demorando e todas elas acabaram cochilando e dormindo. No meio da noite, ouviu-se um grito: 'O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!' Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. As imprevidentes disseram às previdentes: 'Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando'. As previdentes responderam: 'De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores'. Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ Ele, porém, respondeu: 'Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!' Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora".
Palavra do Senhor.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Mt 25, 1-13  
A Igreja, que somos todos nós, é a esposa de Cristo, e realiza sua maior felicidade no relacionamento com ele, relacionamento que exige de todos nós fidelidade, amor e sensatez, ou seja, uma fé vigilante, que faz com que vivamos constantemente na presença de Jesus, Luz que ilumina nossa vida e não permite que vivamos nas trevas do erro. Como vivemos na presença de Jesus e somos iluminados por ele, nossa fé é cada vez mais ativa e torna-se luz para as pessoas, de modo que todos possam descobrir-se amados por Deus, busquem constantemente um relacionamento com ele, e assim estejam sempre prontos para o momento em que esse relacionamento atingirá sua plenitude, quando seremos todos um só em Cristo.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

O nosso encontro com Jesus precisa ser agora!

Jesus vem ao nosso encontro hoje. Precisamos esperá-Lo, ainda que tenhamos de viver mil anos. "Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá" (Mateus 24,44).
Deus não nos quer vivendo a cultura do improviso, de viver a vida de qualquer jeito, ir remediando, improvisando, postergando e deixando sempre as coisas para depois, inclusive com a nossa conversão, com a nossa própria mudança de atitude, a nossa tomada de postura. Há uma tentação terrível de achar que vamos nos converter na última hora, que Deus virá e a misericórdia d'Ele tudo apagará.
O nosso encontro com Deus é agora, é neste momento. É agora que temos, com todo empenho da nossa alma e do nosso coração, de nos esforçar para sermos melhores.
Se temos injustiças na vida a serem reparadas, não podemos repará-las amanhã, tem de ser hoje! Se temos coisas para serem corrigidas, precisamos corrigi-las hoje, não amanhã. Se temos coisas para serem mudadas, o empenho para mudar precisa ser hoje, não amanhã.
Muita coisa ou boa parte das coisas que deixamos para amanhã não chegam. O que temos de passado, de coisas que acumulamos erradas em nossa vida! São processos passados que nós sempre deixamos para depois.
Se precisamos amar ou perdoar alguém, temos de decidir isso hoje. Ainda que seja um processo a ser vivido com mais tempo, a decisão precisa ser tomada já. O que deixamos para depois vira lixo, vira coisa amontoada, que se estraga e se corrompe dentro de nós.
A espiritualidade da vigilância é a do cuidado da vida, de alguém que olha para ela a partir do aqui e do agora. É a necessidade que temos não de sermos apressados ou de fazermos as coisas de qualquer jeito, mas não podemos ser aqueles que deixam simplesmente a vida os levar e vão sendo levados pela vida, não assumem as rédeas e a postura de cuidar de si próprios.
Jesus vem ao nosso encontro e nós precisamos esperá-Lo, ainda que tenhamos de viver mil anos. Vivamos a nossa vida como se, hoje, fôssemos ao encontro d'Ele. É assim que vive um homem prudente, é assim que nossa vida se transforma, porque não deixamos para depois o que o Senhor está nos chamando a fazer agora.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

#minisermao (31/08/17)

Cuidado quando tudo parece estar indo muito bem; é nesta hora que acomodamos no sucesso, esquecemos a vigilância e abrimos espaço para o fracasso. Lembre-se do conselho de Jesus: "Vigiai e orai para não caírdes em tentação." Inclusive, Ele deu um exemplo: se o dono da casa soubesse a hora em que viria o ladrão, ele se colocaria vigilante, para defender a sua casa; mas quando ele não se prepara, o ladrão sabe exatamente a hora da brecha, da porta mal trancada, da janela que ficou aberta e por aí entra a ameaça. É preciso não se acomodar em zonas de conforto, porque aí é que mora o perigo. (Mt 24,42-51)
Pe. Joãozinho, Scj

Comece o seu dia mais feliz meditando o Santo Evangelho - 5ª-feira da 21ª Semana do Tempo Comum

Evangelho (Mt 24,42-51)

Ficai preparados!
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 24,42-51

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: "Ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor! Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá.
Qual é o empregado fiel e prudente, que o senhor colocou como responsável pelos demais empregados, para lhes dar alimento na hora certa? Feliz o empregado, cujo senhor encontrar agindo assim, quando voltar. Em verdade vos digo, ele lhe confiará a administração de todos os seus bens. Mas, se o empregado mau pensar: 'Meu Senhor está demorando', e começar a bater nos companheiros, a comer e a beber com os bêbados; então o senhor desse empregado virá no dia em que ele não espera, e na hora que ele não sabe. Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes".
Palavra do Senhor.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Mt 24, 42-51
Duas virtudes nos são colocadas pelo Evangelho de hoje: fidelidade e prudência. Servo fiel é aquele que não precisa ser vigiado o tempo todo a fim de realizar tudo o que é da sua competência, é aquele que merece a confiança do seu senhor, o que não quer dizer submissão cega e inconsequente, mas sim a pessoa ser totalmente responsável por aquilo que faz. Prudência significa agir com cautela, procurando evitar todo tipo de erro, fugindo de todo mal, principalmente do pecado e de suas consequências, o que não quer dizer covardia e medo, mas sim uma busca de maior consciência dos próprios atos.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Cuidemos do que está dentro de nós!

O zelo principal para a vida é cuidar do que está dentro de nós. "Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão!" (Mateus 23,27).
Que sentença dura Jesus dá aos mestres da Lei e aos fariseus hipócritas! Na verdade, Ele dá uma sentença de amor e misericórdia para tantos pecadores, para pessoas que, às vezes, nós mesmos trataríamos como desqualificadas pela vida errada que levam, por todo erro ou o mal que já fizeram.
Jesus está sendo muito duro com pessoas religiosas, pessoas que conhecem a Lei de Deus, que apregoam o Reino para outras pessoas. A quem muito se deu, muito será cobrado! Recebemos muito de Deus, recebemos a Sua graça, os Seus mandamentos, a Sua Lei, a Sua bênção e o Seu amor. O que nós fazemos com tudo isso? Permitimos que isso tudo nos converta e nos transforme? Tornamo-nos pessoas mais amáveis e misericordiosas ou transformamos tudo isso em aparência?
Não vivamos a religião da aparência, do sepulcro caiado. No cemitério, pinta-se o sepulcro de uma pessoa, coloca-se várias imagens bonitas e, assim por diante, e por dentro está todo o corpo que já se foi, que está corrompido. Temos, nesse corpo, a esperança da ressurreição. O problema é a vida aparente, é viver de aparências, de maquiagens. A pessoa faz todo um retoque, parece bela, bonita, fala bonito, sorri bonito, diz tanta coisa bonita, mas, por dentro, está cheia de coisa estragada, cheio de coisa velha, de desejos e más inclinações.
Cuidemos para não nos tornarmos hipócritas! Vivamos a religião da vida interior e não da vida exterior apenas. O zelo principal para a vida é cuidar do que está dentro de nós, porque é de dentro que vem o que é autêntico. Não adianta só cuidarmos da aparência, aparentar estar tudo belo e bonito ou apenas comprar uma bela roupa, um belo vestido ou nos mascarar.
Precisamos cuidar daquilo que está dentro de nós, essa é a nossa autenticidade, a nossa identidade mais profunda e verdadeira. Para não vivermos a hipocrisia, lavemo-nos e purifiquemo-nos. Diante de Deus, permitamos que Ele nos torne pessoas autênticas e verdadeiras.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

#minisermao (30/08/17)

A Verdade é muito mais do que palavras, discursos ou ideias; é coerência de vida, é testemunho pessoal. A verdade uma pessoa. Jesus é o caminho a verdade e a vida. Existe uma retórica da verdade, aliás, um discurso muito bem articulado, que simula a verdade, mas no fundo ele esconde a corrupção. Um discurso mais que perfeito pode ocultar a mentira; por isso apenas o testemunho de vida, às vezes silencioso, revela a verdade que é viver segundo o que nos ensinou Jesus de Nazaré. Mais do que palavras Ele tem uma vida de amor e fé. (Mt 23,27-32)
Pe. Joãozinho, Scj.

Comece o seu dia mais feliz meditando o Santo Evangelho - 4ª-feira da 21ª Semana do Tempo Comum

Evangelho (Mt 23,27-32)

Sois filhos daqueles que mataram os profetas.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 23,27-32.

Naquele tempo, disse Jesus: "Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça.
Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, e dizeis: 'Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas'. Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. Completai, pois, a medida de vossos pais!".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Mt 23, 27-32 
Devemos sempre estar alertas em relação à nossa vivência da fé porque, se não nos cuidarmos, podemos criar um abismo muito grande entre o que falamos e o que vivemos ou, pior ainda, podemos viver uma religiosidade de aparências, uma religiosidade ritual em detrimento de uma real vivência de fé, de uma resposta pessoal aos apelos que nos são feitos para que assumamos os compromissos do nosso batismo a partir de uma vida verdadeiramente profética que denuncie os contravalores do mundo e anuncie a verdade dos valores que foram pregados por Jesus Cristo. Deste modo, a nossa vida religiosa não será simplesmente ritual, mas também compromisso.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

A verdade deve ser sempre o centro da nossa vida!

Observe-se, cuide-se e viva uma vida autêntica para a cabeça não se perder. "João dizia a Herodes: 'Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão'. Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia" (Marcos 6,18).
Hoje, celebramos o martírio de São João Batista, um homem que passou toda a sua vida servindo ao Evangelho, ao Reino de Deus, e preparando os caminhos do Senhor. Morreu, porque arrancaram-lhe a cabeça, mas ele deu a cabeça para viver a verdade e anunciá-la, porque ele estava em Deus.
Herodíades perdeu a cabeça de outra forma. Ela era uma mulher sem juízo, que se juntou com outro sem juízo e “sem cabeça”, que era Herodes. Ela deixou seu marido para viver com um homem que não lhe pertencia.
João Batista não condenou Herodíades e Herodes; pelo contrário, apenas disse a verdade a eles: “Essa mulher não te pertence”. E não pertencia mesmo! Mas Herodíades odiava João, porque ele havia lhe dito a verdade.
Sabe, meus irmãos, não odiemos a verdade, não odiemos quem nos diz a verdade. Se esta nos incomoda, permitamo-nos ser incomodados por ela. Se a verdade não nos diz respeito, deixemo-nos viver no cuidado da própria vida.
Quem está de pé, cuidado para não cair! Observe-se, cuide-se e viva uma vida autêntica, pois é muito fácil perdermos a cabeça, desviarmo-nos da verdade. É muito fácil seguirmos as loucuras do mundo e perdermos o juízo da vida.
João tinha uma cabeça centrada em Deus, e isso significa viver a verdade e na verdade. João Batista é para nós um testemunho de vida evangélica, que tinha Deus como centro da sua vida.
Ter a cabeça no lugar é colocar Deus em primeiro lugar, é não se desviar da verdade nem se deixar satisfazer pelos seus próprios interesses ou desejos egoístas e orgulhosos. É, acima de tudo, deixar-se ser incomodado pela verdade. Há coisas pequenas ou, às vezes, grandes em nossa vida, que nós precisamos ser corrigidos, mas não gostamos, porque o orgulho não nos permite, fere-nos. É uma graça a ser corrigida, porque a correção melhora a nossa vida e não nos permite perder a cabeça.
Se não perdemos a cabeça, não perdemos o Céu nem Deus em nosso coração.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

‪#minisermao (29/08/17)

Nunca tome uma decisão na hora da empolgação; sempre espere para dar a palavra final no dia seguinte. Lembre-se da tragédia de João Batista, que foi morto pela covardia e pela precipitação de Herodes, que diante de uma dança bonita disse uma palavra imprudente: "Eu te darei tudo o que quiseres!" E a dançarina pediu a cabeça de João Batista. E Herodes ficou marcado pela história, não pela sua sabedoria de um governante, mas pela imprudência de alguém que disse uma palavra precipitada. Espere para dar a palavra final,  quando a adrenalina baixar, um pouco depois. Nada melhor do que um dia depois do outro, com uma noite no meio. (Mc 6,17-29)
Pe. Joãozinho, Scj.

Comece o seu dia mais feliz meditando o Santo Evangelho - Martírio de São João Batista. Memória

Evangelho (Mc 6,17-29)

Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6,17-29.

Naquele tempo, Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. João dizia a Herodes: "Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão". Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava.
Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: "Pede-me o que quiseres e eu to darei". E lhe jurou dizendo: "Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino".
Ela saiu e perguntou à mãe: "O que vou pedir?" A mãe respondeu: "A cabeça de João Batista". E, voltando depressa para junto do rei, pediu: "Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista". O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João.
O soldado saiu, degolou-o na prisão, trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Mc 6, 17-29
Todos nós temos dificuldades para viver a radicalidade exigida pelo Evangelho e diversas vezes nos acovardamos diante das ameaças. Uma das maiores ameaças que sofremos hoje, quando procuramos viver o Evangelho, encontra-se no fato de que a sociedade ridiculariza todos aqueles que não fundamentam a sua vida nos valores do mundo. Mas isso também acontecia nos tempos de Jesus, como podemos perceber na narrativa da morte de João Batista e no julgamento do próprio Jesus. Mas nós não podemos ceder aos mecanismos que são usados pelo mundo moderno contra o Evangelho; devemos expor com coerência as verdades da nossa fé.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Jesus é a religião da vida!

A religião de Jesus é a religião da vida, sem desprezar aquilo que é a essência; é cuidar do fundamental e amar a pessoa humana. "Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós fechais o Reino dos Céus aos homens. Vós porém não entrais" (Mateus 23,13).
Jesus é amoroso, eterno e misericordioso, Ele é a expressão mais amorosa de Deus para todos nós. O Senhor é autêntico, verdadeiro e muito duro com a hipocrisia, a qual é, justamente, essa dos mestres da Lei e fariseus, que conhecem as Lei de Deus, conhecem Suas regras, Sua Palavra revelada, mas se fecham para a verdade da Lei, estão apegados às coisas menores, às discussões tolas. Estão apegados a certos aspectos da lei e não a sua essência.
Permita-me dizer, do fundo do meu coração, que não podemos desprezar a Doutrina, a religião, a fé, os valores e dogmas. Os ensinamentos da fé e tudo aquilo que nós aprendemos, desde crianças, como os mandamentos, as leis e tudo que a Igreja nos ensina é, na verdade, uma riqueza de Deus para todos nós.
Há um cuidado que toda religião precisa ter para não ser uma religião de preceitos, regras e muita hipocrisia, para não ser uma religião do peso, da exigência, que apenas exige e pouco ama e vive.
A religião de Jesus é a religião da vida, sem desprezar aquilo que é a essência; é cuidar do fundamental, amar a pessoa humana. Senão, corremos sérios riscos de sermos também uma religião da hipocrisia, que fala demais e prega Deus o tempo inteiro. Os filhos de Deus, no entanto, estão sendo deixados de lado, estão sofrendo, não estão sendo cuidados.
A pessoa diz assim: "Eu fico o tempo inteiro na presença de Jesus". Essa pessoa ora, adora, mas será que tem tempo para o outro? Escuta e se volta para ele? Uma religião que nos deixa fechados em nós mesmos, que nos exalta como se nós fôssemos todos de Deus, mas não nos abre para cuidarmos e amarmos o próximo; é a religião dos fariseus, dos hipócritas e doutores da Lei. Onde se fecha o Reino de Deus ninguém entra, ninguém sai.
O Reino dos Céus é para todos, e o nosso dever não é fechar a porta, porque, quando a fechamos, nem mesmo nós entramos. O nosso dever é abrir as portas, é acolher e trazer para a fé os irmãos, independentemente do que vivem e passam, para serem cuidados e amados; a partir daí, conhecerem a verdade.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

#minisermao (28/08/17)

Educar é mais do que ensinar. Quem apenas ensina tem o foco na ideia e pode cair na ideologia; quem educa tem o foco na pessoa. Quem apenas ensina, pensa na lição, no conteúdo e isso é muito bom; mas educar é um pouco mais, é criar circunstâncias para que a pessoa saia de dentro dela mesma, desabroche como uma flor, uma planta que tem que ser cultivada. O educador cria circunstâncias externas, para que desabroche o potencial interno de cada pessoa. Quem apenas ensina, cai na ensinagem; quem educa conhece os mistérios da aprendizagem (Mt 23,13-22‬)
Pe. Joãozinho, scj

Comece o seu dia mais feliz meditando o Santo Evangelho - Memória de Sto. Agostinho BDr


Evangelho (Mt 23,13-22)

Ai de vós, guias cegos!
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 23,13-22.

Naquele tempo, disse Jesus: "Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós fechais o Reino dos Céus aos homens. Vós porém não entrais, nem deixais entrar aqueles que o desejam. Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós percorreis o mar e a terra para converter alguém, e quando conseguis, o tornais merecedor do inferno, duas vezes pior do que vós.
Ai de vós, guias cegos! Vós dizeis: 'Se alguém jura pelo Templo, não vale; mas, se alguém jura pelo ouro do Templo, então vale!' Insensatos e cegos! O que vale mais: o ouro ou o Templo que santifica o ouro? Vós dizeis também: 'Se alguém jura pelo altar, não vale; mas, se alguém jura pela oferta que está sobre o altar, então vale!'
Cegos! O que vale mais: a oferta, ou o altar que santifica a oferta? Com efeito, quem jura pelo altar, jura por ele e por tudo o que está sobre ele. E quem jura pelo Templo, jura por ele e por Deus que habita no Templo. E quem jura pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está sentado".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Mt 23, 13-22 
Muitas vezes, temos dificuldades de ver a religião na sua totalidade e, com isso, a reduzimos a alguns aspectos que julgamos mais importantes, mas que são frutos na nossa subjetividade. O problema é que, na maioria das vezes, nos prendemos ao que é acidental no plano da fé, como, por exemplo, sinais externos ou formas de espiritualidade e nos esquecemos dos valores que de fato são essenciais à nossa fé, seja no plano das verdades, seja no campo da espiritualidade, seja no campo da moral ou da virtude, de modo que a nossa religiosidade fica sendo superficial e unilateral, a religião que nós queremos viver e não a religião que Deus quer que nós vivamos.